quarta-feira, 30 de junho de 2010

Obra de John Lennon é remasterizada



O músico John Lennon completaria no próximo dia 9 de outubro 70 anos de vida.
Para comemorar o aniversário, a EMI colocará nas prateleiras, oito álbuns clássicos gravados pelo britânico.

O projeto batizado John Lennon Gimme Some Truth, tem supervisão de Yoko Ono. Os títulos escolhidos estão sendo remasterizados digitalmente a partir das mixagens originais. Além de Allan Rouse, em Abbey Road , George Marino no Avatar Studios, em Nova York também está cuidando dos trabalhos.

Todos os álbuns ganharão embalagens em digipack que reproduzirão a arte original de cada álbum, além de folhetos e fotos.
Os discos escolhidos foram John Lennon/Plastic Ono Band (1970), Imagine (1971), Some Time In New York City (1972), Mind Games (1973), Walls and Bridges (1974), Rock ‘n’ Roll (1975), Double Fantasy Stripped Down (2010) / Double Fantasy (1980) e Milk and Honey (1984).

O álbum Double Fantasy, vencedor do Grammy de 'Melhor Álbum do Ano', terá uma nova versão remix – a 'Stripped Down' version remix – produzida por Yoko Ono e Jack Douglas.

Lennon, assassinado aos 40 anos, em 8 de dezembro de 1980, em Nova Iorque, foi dos mais importantes compositores e músicos de todos os tempos. Ao lado de Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, participou da banda de maior nome até hoje, os Beatles.

Peter Frampton finalmente retorna ao Brasil

"We are the young ones crying out/Full of anger full of doubt/And we're breaking all of the rules/Never choosing to be fools". Estes versos da canção Breaking all the Rules, tão cantados nas últimas décadas finalmente farão a alegria dos fãs brasileiros.

O lendário guitarrista britânico Peter Frampton volta ao Brasil para cinco apresentações em setembro. 
A turnê começará na capital do País no dia 9, no Centro de Convenções, segue para o Rio de Janeiro no dia 11, no HSBC Arena, dia 14 em Porto Alegre, no Pepsi On Stage.
A capital paulista recebe o músico no dia 17, na Via Funchal, e por fim, Belo Horizonte no dia 18, no Chevrolet Hall.

O músico chega ao País para matar a sede dos fãs e aproveita para divulgar Thank You Mr Churchill, seu novo disco de estúdio, lançado no começo do ano.
Os ingressos para a apresentação em São Paulo custam R$ 140 (pista), 200 (mezanino) e R$ 300 (pista premium e camarote), e já podem ser comprados na bilheteria do local. Para os outros shows, os valores ainda não foram divulgados.

Frampton lançou seu primeiro álbum solo ainda em 1972. O músico é responsável por composições clássicas como Show me the Way e Baby, I love your Way.

Com o lançamento do álbum Frampton Comes Alive, em 1976, o guitarrista atingiu números grandiosos em vendas, seu disco ficou por mais de 90 semanas nas paradas da Billboard.

Breaking all the Rules, canção homônima ao disco de maior sucesso de Frampton, virou hino entre os fãs do músico.

Antes do mergulho na carreira solo, Frampton havia participado ao lado de Steve Marriott, outra lenda dos anos 1970, do grupo Humble Pie.
Mais informações: www.viafunchal.com.br

terça-feira, 29 de junho de 2010

E os Beatles invadem a América


Domingo, 15 de agosto de 1965, data em que os Beatles conquistaram a América. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr eram ainda jovens músicos e o mundo já se curvava diante deles.


No cardápio musical do grupo, já era possível degustar discos preciosos como Please Please Me, With the Beatles, A Hard Day’s Night, Beatles For Sale e Help, além de dois longas-metragens.

O Shea Stadium, palco de jogos de beisebol localizado na cidade de Nova York, foi o local escolhido para abrigar a um dos mais importantes eventos da música: O primeiro concerto de rock realizado em um grande estádio.
Tudo está registrado no DVD The Beatles – Live at Shea (Coqueiro Verde Records, R$ 30 em média).

Os músicos chegaram ao estádio em um carro blindado, e desde cedo já pagavam o preço da fama. Tudo o que McCartney gostaria, seria caminhar pelas ruas da cidade, em vez de conhecê-la a bordo de um helicóptero.
Com a pouca estrutura que o estádio oferecia, os Beatles saíram dos camarins, caminharam pelo campo até chegar ao palco diante de fãs quase fora de controle.

Naquela noite, os carismáticos garotos de Liverpool desfilaram suas canções, marginalizadas por tantos papais e mamães, diante de uma plateia estimada em 55 mil pessoas. Entre gritos e desmaios, o público eufórico, feminino em sua maioria, fez tanto barulho que era quase impossível escutar aos músicos.

Durante o concerto, os jovens ingleses sacaram dos bolsos nada mais nada menos do que canções como Twist and Shout, Ticket to Ride, o clássico absoluto Can’t Buy Me Love e A Hard Day’s Night, além de outros sucessos.

Não, os Beatles não foram apenas quatro garotos simpáticos que conquistavam os corações das menininhas. Mas sim uma banda de rock, em essência.
 
Coluna publicada hoje no caderno de Cultura do Diário do Grande ABC.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Paul McCartney com toda a classe

Mesmo que Paul McCartney não fosse o excelente músico que é, ele brilharia só pelo bom humor e carisma.
Ok, além dessas coisas todas, ele ainda é um ex-Beatle, precisa mais?

Sorte dos canadenses, que puderam conferir a apresentação do músico durante o aniversário de 400 anos da cidade de Quebec, em 2008. O show registrado no DVD Paul McCartney - Live in Canada (MusicBrokers, R$ 22 em média), traz McCartney em noite mais do que iluminada.

O britânico apresenta um show que passeia por canções de toda a sua carreira. Jet, dos Wings, grupo que McCartney criou logo após os Beatles encerrarem as atividades, abre o show categoricamente. A incendiária Drive My Car, dos Beatles, tira o fôlego dos canadenses.

A carreira solo se fez presente em canções como Calico Skies e Only Mamma Knows, por exemplo.
E que fique claro, McCartney não brilhou sozinho nesta apresentação, com uma banda irretocável - que conta há tempos com o excelente baterista Abe Laboriel, Jr - McCartney compartilhou a magia da noite com o público, que brilhou do início ao fim.

Dos tempos áureos junto aos Beatles, o músico apresentou também a belíssima Blackbird, Long and Winding Road e Eleanor Rigby, A eterna e inesquecível Penny Lane roubou a cena em um show onde roubar a cena é algo quase impossível, com tantas canções imortalizadas. Ainda houve espaço para Good Day Sunshine, Let it Be, Birthday e Back in the USSR.

Durante as 30 músicas que compuseram o espetáculo, McCartney brincou com a platéia, arriscou, e muito bem, falar francês, e providenciou um telão com tradução simultânea para quando seu vocabulário francophone se tornasse ineficiente.

É claro que McCartney não precisa provar mais nada a ninguém, mas se você ainda tem alguma dúvida sobre suas canções, dê uma chance. Não a McCartney, mas a você.

sábado, 26 de junho de 2010

Whitesnake em tempos áureos


O fim das atividades do Deep Purple, em 1976 tem ao menos um ponto positivo: o surgimento do poderoso Whitesnake, de David Coverdale.

O ex vocalista do Deep Purple recrutou músicos do alto escalão para a eempreitada. Entre eles John Lord, companheiro da antiga banda.

Com ótimos discos na manga, e clássicos como Guilty of Love, no início da carreira do Whitesnake, o grupo não teve misericordia ao encerrar o lendário festival Monsters of Rock, em Donington, Inglaterra, em agosto de 1983.

Os fãs que costumavam assistir ao show nas antigas fitas de VHS, agora podem renovar a mídia. Finalmente em formato DVD, Whitesnake Live at Castle Donintgton (MusicBrokers Records, R$ 25, em média), traz Coverdale e John Lord ao lado de ninguém menos que o baterista Cozzy Powell, e dos guitarristas Mell Galley (ex-Trapeze) e Micky Moddy, mestre do slide.

Diante de milhares de fãs, o grupo desfilou canções como Walking in the Shadows of the Blues e Rough an' Ready.

Em ótima fase, o carismático Coverdale joga o pedestal para o alto, e encanta com sua bela voz.
A cozinha da banda, com Cozzy Powell, baterista morto em 1998 por conta de um acidente de carro, e com o baixista Colin Hodgkinson, é irretocável.

A dupla das seis cordas também é um show à parte. Here i Go Again, mesma canção que conquistou o Rock in Rio, em 1985, é um dos grandes destaques. Ainda couberam Love Hunter, faixa-título do terceiro disco do grupo, e Mistreated, clássico composto e gravado pelo Deep Purple e imortalizado por Ronnie James Dio, junto ao grupo Rainbow.

Ain't No Love in the Heart of the City, e a belíssima Soldier of Fortune, cantada a capela, roubam a cena. E como não podia ser diferente, outro clássico, Fool for Your Loving fecha o espeetáculo com chave de ouro.
Apesar da imagem não ter sido restaurada, é o Whitesnake, poderoso e cheio de energia. É só ver para crer.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Bem Amado ganha trilha sonora

Odorico Paraguaçu, Zeca Diabo e Violeta, personagens da obra O Bem Amado, de Dias Gomes, acabam de ganhar nova trilha sonora para o filme dirigido por Guel Arraes.

A cidade de Sucupira, onde se passa a história do político Odorico, ganha vida com as vozes de vários musicos brasileiros no CD O Bem Amado (Universal Music, R$ 34 em média).

Das dez canções que compõem o disco, sete são inéditas. Entre os ilustres presentes, Caetano Veloso, que assina duas das canções. Esta Terra, interpretada pelo próprio compositor e A Vida é Ruim, cantada pela doce voz de Zélia Duncan.

A vida na cidade de Sucupira é vivida também ao som de Mallu Magalhães com a belíssima composição Nossa Canção, de Luiz Ayrão, eternizada pela voz de Roberto Carlos.

Zé Ramalho dá roupagem aos passos de Zeca Diabo com a música Carcará, composta originalmente por João do Valle e José Candido.

A trilha sonora passeia ainda pela dançante Boogie Sem Nome de Leo Jaime. Selvagem Big Abreu, Bob Gallo e Leandro Verdeal; e Kassin colocam todos para requebrar com a instrumental Chachacha das Cajazeiras, além da misteriosa e também instrumental Cajazeira Tentação, de Berna Ceppas.
O filme O Bem Amado estreia nos cinemas no dia 23 de julho.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Lacrimosa volta ao Brasil

A receita 'heavy metal + música clássica' do Lacrimosa poderá ser experimentada ao vivo em São Paulo.O grupo comemora 20 anos de carreira e volta ao Brasil pela terceira vez.

O show acontecerá no dia 21 de setembro, às 21h, no Carioca Clube, em São Paulo. Os ingressos custam entre R$ 60 e R$ 120, e podem ser comprados através do site http://www.ticketbrasil.com.br/.
A banda aproveita a oportunidade para divulgar Schattenspiel, álbum que comemora os 20 anos de estrada.
O grupo que lançou seu trabalho de estreia em 1990, coleciona onze álbuns de estúdio, e é liderado por Tilo Wolff,  que tem como braço direito a finlandesa Anne Nurmi.
Com canções em inglês, finlandês e alemão, o grupo é característico por misturar instrumentos eruditos e piano ao som pesado.

Lacrimosa em São Paulo
Data: 21/Setembro/2010 (Terça-Feira), às 21h.
Local: Carioca Club, rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros Fone: (11) 3813-8598
http://www.cariocaclub.com.br/
Ingressos: Metal CDs (Sto André) - (11)4994-7565
http://www.ticketbrasil.com.br/ (a vista ou parcelado)
Mais Informações: http://www.radiocorsario.com/


Mark Lanegan hoje em São Paulo

Mark Lanegan, vocalista e compositor norte-americano volta ao Brasil para única apresentação.
Lanegan se apresenta hoje em São Paulo, às 22, no Comite.
Os ingressos custam R$90.

O músico que passou pelo País em 2009, é considerado um dos percursores do grunge.

Junto ao grupo Screaming Trees, lançou o primeiro disco ainda nos anos 1980. Na discografia do grupo listam excelentes títulos como Even If and Especially When e Dust.
A canção Nearly Lost You, single do disco Sweet Oblivion, levou o grupo a um patamar mais alto.

Além dos trabalhos assinados junto ao Screaming Trees, Lanegan registrou álbuns em sua carreira solo. Colaborou com a banda de seu amigo Joshua Homme, o Queens of the Stone Age. 
O músico também trabalhou junto da cantora Isobel Campbell, ex-Belle & Sebastian, e ao lado de Greg Dulli, participou do grupo The Gutter Twins.

Mais informações sobre o show no http://www.comiteclub.com.br/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

14 Bis recebe prêmio e planeja retorno da formação clássica


Referêncfia da música nacional, o grupo mineiro 14 Bis recebeu certificado de ouro pela Sony Music.
Seu DVD 14 Bis Ao Vivo, lançado em 2007 atingiu a marcar de 25 mil cópias vendidas.

A apresentação gravada no Grande Teatro Palácio das Artes em Belo Horizonte, Minas Gerais, contou com as participaçõs especiais de Flávio Venturini e Beto Guedes, entre outros.

Durante o show, a banda desfilou canções como Linda Juventude, Espanhola e Canção da América, por exemplo.
O 14 Bis, percursor do rock mineiro, nasceu com os irmãos Flávio e Cláudio Venturini, Hely Rodrigues, Vermelho e Sérgio Magrão.

O grupo teve seu disco de estreia lançado em 1979. Com este time, lançaram ainda mais 6 discos. Flávio Venturini deixou o grupo em 1988 para se projetar na carreira solo.
Há rumores de que o grupo possa reunir a formação clássica em breve para gravar um novo álbum.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Big Four toca junto mesmo


A turnê conjunta de Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax está em pleno vapor. A apresentação no Sonisphere Festival foi transmitida para diversos cinemas ao vivo, inclusive na cidade de São Paulo.


O mais interessante de tudo foi que durante a performance de "Am I Evil?", clássico do Diamond Head, no show do Metallica, Dave Mustaine, Joey Belladonna e outros músicas das quatro bandas subiram ao palco e tocaram juntos.


Foi a primeira vez que Mustaine dividiu o palco com o Metallica depois de 27 anos. Alguns vídeos da apresentação já circulam pela internet, assim como a foto que ilustra essa matéria.

Amedeo Minghi lança DVD

Amedeo Minghi, uma das maiores referências da música pop italiana acaba de rechear as prateleiras com L´ascolteranno gli Americani (Coqueiro Verde Records, R$ 32 em média).

Em seu novo DVD, o cantor e compositor romano comemora 40 anos de carreira e pincela clássicos vários de seus clássicos.

Gravado no auditório de Roma, o show conta com canções como Alla Fine, Decenni e L´Amore Mio per Sempre, entre outras.

Un Uomo Venuto da Lonato, um dos destaques da apresentação, foi composta em homenagem ao Papa João Paulo II.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Jack Johnson renovado

O havaiano Jack Johnson parece ter içado as velas da espontaneidade e mergulhado em mar de águas calmas e quentes.
To The Sea (Universal  Music, R$ 29 em média), mais novo álbum do cantor e quinto da carreira, traz Johnson renovado e passeando por outras praias.

As melodias com influências de reggae agora se dividem ao som de guitarras com essência do pop rock dos anos 1960.

Gravado nos estúdios The Mango Tree, no Havaí e no Solar Powered Plastic Plant, em Los Angeles, ambos funcionam com energia solar,
To the Sea traz treze canções curtas, embaladas pelo calor do sol havaiano.

Johnson dedica o álbum ao pai Jeff Johnson, morto em 2009 e capricha nas melodias vocais e brilha em músicas como You and your Heart, Redwine, Mistakes, Mythology e From the Clouds.

O violão rouba a cena com a bela balada My Little Girl, grande destaque da obra.
Johnson já vendeu mais de 18 milhões de cópias, algo que, para os dias atuais, pode ser considerado grande coisa. Se depender de To the Sea, o músico pode acrescentar mais alguns bons números nesse montante.






sexta-feira, 18 de junho de 2010

Stacey Kent vem ao Brasil

A cantora nova-iorquina Stacey Kent retorna ao Brasil em setembro para cumprir agenda de  quatro shows. 

Stacey se apresentou  no Brasil durante a edição de 2008 do Tim Festival.
Agora, chega para divulgar seu novo disco Raconte-moi (Blue Note/EMI), oitavo trabalho de estúdio.

No novo disco, Stacey inova e registra doze faixas em francês. Stacey viveu na França por 17 anos. Raconte-moi afirma o amor da cantora pela música brasileira com Lês Eaux de Mars (“Águas de Março”), de Antonio Carlos Jobim. 

Confira as datas e locais da turnê de Stacey Kent, em setembro:

Dia 9 São Paulo - VIA FUNCHAL
Dia 10 Santa Catarina ITAJAI - ITAJAI MUSIC FESTIVAL - Teatro Municipal de Itajai
Dia 14 Porto Alegre - TEATRO BOURBON
Dia 16 Rio de Janeiro - VIVO RIO


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ozzy libera novo disco para audição

Ozzy Osbourne, lendário vocalista inglês responsável por assinar clássicos discos junto ao Black Sabbath, disponibilizou seu novo álbum Scream para audição em seu link no myspace.

No link http://www.myspace.com/ozzyosbourne é possível escutar todas as músicas do décimo trabalho do Madman.

Scream, teve lançamento esta semana nos Estados Unidos, é o décimo trabalho de estúdio de Ozzy e o primeiro em três anos.s.


A produção do álbum ficou por conta de Ozzy e Kevin Churko, ambos também assinaram a produção de Black Rain, disco anterior do cantor.

Scream apresenta Gus G, guitarrista convocado para o lugar de Zakk Wilde. Ozzy conta também com o baixista Blasko, Tommy Clufetos na bateria, além do tecladista Adam Wakeman.

Let me Hear You Scream, novo single do álbum, teve sua estréia durante capítulo da série CSI: NY, e já alcança o topo das paradas norte-americanas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brasil ganha novo festival

Após rumores de uma possível edição brasileira para o festival Woodstock, os organizadores finalmente anunciaram nesta manhã o nome do festival.

A primeira edição do SWU Music and Arts está agendada para os dias 9, 10 e 11 de outubro, na fazenda Maeda, em Itu, interior do estado de São Paulo, o festival espera receber mais de 250 mil pessoas.

Segundo Eduardo Fischer, organizador do evento, o festival tem como intenção, promover uma campanha em prol da sustentabilidade. SWU, sigla para Starts With You, que em português siginifica 'Começa Com Você'.

Serão 3 dias de música, e 60 atrações passarão pelos palcos do festival. Entre os grupos confirmados estão Pixies, Incubus, Dave Mathews e Linkin Park. Outras atrações nacionais e internacionais ainda serão divulgadas.

A estrutura do festival promete se comparar aos festivais Coachella, nos Estados Unidos, e Glastonbury, na Inglaterra. O espaço de 140 mil metros quadrados pretende abrigar até 8 mil barracas de camping, além de um enorme estacionamento e praça de alimentação.

O início da venda de ingressos e valores ainda não foram divulgados.
Os organizadores postarão todas as novidades do festival através do twitter @swubrasil.

Um baú cheio de surpresas

Eram tempos em que o nascimento de um bom disco significava mais do que criar um álbum de hits. Foi nessa época não tão distante que o mundo ganhou Exile on Main St., dos Rolling Stones, um dos últimos grandes discos de todos os tempos.

Após 38 anos de seu lançamento, Exile on Main St. ainda é uma bela caixa de surpresas que parece ter aparecido do túnel do tempo, pois preciosidades que haviam ficado de fora do clássico álbum agora saem do baú para integrar a nova versão do disco.

Exile on Main St. (Universal Music, R$ 45 em média) ganha edição especial que, além do álbum original, agora todo remasterizado, traz um segundo disco com dez excelentes canções inéditas.

Um livreto ilustrado com fotos das sessões de gravação também integra o pacote.

Algumas das canções perdidas tinham apenas o instrumental. Ainda lhes faltavam letras e voz, acrescentadas recentemente por Jagger.

O cuidado com este ‘novo velho’ trabalho foi tão grande que as melodias e timbre de voz de Jagger, apesar de novas, parecem ter sido gravadas naquele mesmo ano. Em 1971, os Rolling Stones já colecionavam nome de respeito e álbuns como Beggars Banquet e Stick Fingers, além de dívidas até o pescoço.

Para fugir das altas taxas britânicas, o grupo se exilou no Sul da França e lá, em pleno verão, montou seu quartel musical no empoeirado porão da mansão Nellcôte, – um possível quartel-general da Gestapo durante a Segunda Guerra Mundial –, alugada por Richards, na ensolarada Côte-da-Azur.

Foi nesse porão que Mick Jagger – que passava mais tempo em Paris, cuidando da gravidez de sua mulher Bianca – Keith Richards, Mick Taylor, Charlie Wats e o baixista Bill Wyman passaram o verão produzindo pérolas como Tumbling Dice e Sweet Virginia.

Em Los Angeles, meses depois, o disco ganhou novas partes e também as participações de Billy Preston, Nick Hopkins e vários outros.

No porão, os músicos testavam sonoridades, mudavam os equipamentos de um canto para o outro a fim de obter algo diferente. E conseguiram!

Exile tinha tudo para ser um álbum triplo quando lançado, pois as canções produzidas durante as extensas sessões – tanto as que foram lançadas como as que haviam ficado de fora – são belas por excelência.


Das que estavam adormecidas, todas são vibrantes, têm molho e swing. Plundered My Soul, um claro exemplo, é recheada de climas, de belos arranjos de piano, voz e guitarras, resultado da saudosa parceria entre os guitarristas Richards e Taylor.

Músicas feitas a partir de sentimentos, com o coração, que passam longe do processo mecânico de fazer música de hoje em dia. Essas receitas se aplicam para a belíssima e triste Following the River e para a dançante Dancing in the Light. Só de escutar dá para imaginar os Rolling Stones dançando enquanto tocam.

Todas elas estavam guardadas no baú, o baú mágico dos Rolling Stones.
Exile on Main St. é um raro momento de luz, em tempos em que o sentimento transcendia a técnica, tempos nos quais a música era apenas música e nada mais.

Coluna publicada ontem no caderno de Cultura do Diário do Grande ABC.

Jeff Beck convida músicos para relembrar Les Paul

O guitarrista Jeff Beck prestou homenagem ao lendário músico Les Paul, criador do mais famoso modelo de guitarra do mundo, Les Paul,  produzida pela Gibson e ulitizada há anos pelos maiores nomes da música.

A homenagem, que contou com show de Beck, aconteceu no Iridium Jazz Club, em Nova Iorque, no dia 09 de junho, data em que Les Paul completaria 95 anos.

Jeff Beck teve entre os ilustres convidados, nomes como Ace Frehley (ex-Kiss), Kirk Hammet (Metallica), Meat Loaf, JJ French (Twisted Sister) e Zakk Wylde, entre outros.
Foto: Jeff Beck e Ace Frehley/Divulgação

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ronnie James Dio será homenageado

Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice homenagearão o vocalista Ronnie James Dio no dia 24 de julho.

O show comemora a carreira, o amor e dedicação que o músico teve durante toda a vida pela música.

A apresentação acontecerá no High Voltage Festival, em Londres. Os responsáveis pelos vocais serão Glenn Hughes (Black Sabbath/Deep Purple/Trapeze) e Jorn Lande, do Masterplan.

Dio faleceu dia 16 de maio, vítima de câncer de estômago. Durante a carreira, Dio colecionou discos importantes em grupos como Rainbow e  Black Sabbath, por exemplo.

Ultimamente, Dio estava trabalhando no Heaven & Hell, com músicos que fizeram parte do Black Sabbath logo após a saída de Ozzy Osbourne do grupo.

Uma parte do dinheiro arrecadado no festival será doada para a fundação Ronnie James Dio “Stand Up And Shout” Cancer Fund.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nellie McKay canta Doris Day

Se em sua estreia, em 2004, a cantora Nellie McKay surpreendeu ao lançar logo um álbum duplo (Get Away From Me), não seria agora, em seu quarto disco, que a inglesa que hoje vive nos Estados Unidos faria diferente.


Em seu novo trabalho, Normal As Blueberry Pie - A Tribute do Doris Day (Universal Music, R$ 28 em média), McKay parece ter saído direto de uma cápsula do tempo. O cabelo segue a moda dos anos 1950, com um vestido rodado, McKay coloca o sapatinho lustrado, encarna Doris Day e registra seu carinho pela cantora e atriz norte-americana.

Entre as facetas, além de cantora, Nellie McKay é também compositora e pianista. Em seus primeiros álbuns, passeou pelo jazz, blues, rock, pela disco e até pelo funk. E assim como Doris, McKay também levanta a bandeira em prol da defesa dos animais.

Acostumada a fazer canções que têm por vezes pitadas políticas, a feminista reaparece cheia de charme em seu novo disco.
Rico em detalhes, Normal as Blueberry Pie teve produção da cantora, ao lado de sua mãe, a atriz Robin Pappas (Super-Homem 2 e O Iluminado).

Em seu cardápio, o álbum traz doze canções elegantes, todas já conhecidas através da voz de Doris Day.

McKay cuidou pessoalmente dos arranjos, gravou além do piano, órgão, e até ukuele - instrumento musical de cordas beliscadas, semelhante a um violão, possui apenas 4 cordas e é menor.

Entre os convidados, Glenn Drewes no saxofone e Lawrence Feldman, que contribuiu com flauta e clarinete, além de outros convidados.
Sua voz charmosa e doce dá todo o encanto às composições. O novo trabalho de McKay surpreende delicadamente.

Envolventes, as canções If i Ever had a Dream, Wonderful Guy e Mean to Me, são apenas alguns dos destaques de um álbum repleto deles.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cássia Eller em show imperdível

Cassia Eller (1962-2001) foi, e ainda é, uma das vozes mais conhecidas da música brasileira. E sobre isso não há dúvidas.

Durante sua carreira, a versátil cantora e violonista carioca passeou durante pelo rock, e também interpretou com doçura canções de grandes nomes da música nacional.

Ao mesmo tempo em que conseguia trazer fúria ao seu som, Cássia também era capaz de brindar os ouvidos com deliciosa delicadeza.

Gravado com exclusividade para a TV Cultura em 1996, o DVD Cássia Eller - Violões, (Universal Music/TV Cultura Marcas, R$30 em média), apresenta 14 canções, e traz Cássia ao lado dos violões de Walter Villaça e Luciano Maurício.

Com as clássicas cenas filmadas pela TV Cultura, onde focalizam caras e bocas, o show intimista, porém cheio de energia, traz em seu repertório as canções 1º de Julho, feita por Renato Russo exclusivamente para ela e Por Enquanto, ambas com pitadas folk.

Metrô Linha 743, de Raul Seixas ganha sua versão pelas mãos de Cássia, e o baião pede passagem com Coroné Antonio Bento, do compositor João do Vale.
Até o lendário grupo Premeditando o Bréque é lembrado com a música Rubens.
Cássia Eller também solta a voz com todas as forças em canções de amigos queridos. Lá estão composições de Arnaldo Antunes, Frejat e Herbert Vianna.

Além de Gatas Extraordinárias, de Caetano Veloso, o DVD traz ainda como material bônus, entrevistas, e também apresenta uma versão reggae para a eterna Eleanor Rigby, dos Beatles, além da clássica Não Sei o que eu quero da Vida, de Arrigo Barnabé, ambas gravadas em
1990. A apresentação é rica pelos arranjos musicais, pelo repertório, rica pelas belíssimas cenas e rica pela eterna voz da cantora.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dire Straits tem clássico show restaurado

Responsáveis por clássicos que ficaram eternizados, o grupo britânico Dire Straits deixou registrado no início dos anos 1980, um show que acabou se tornando discografia básica.

Gravado no dia 23 de julho de 1983, no lendário teatro Hammersmith Odeon, em Londres, Alchemy Live (Universal Music, R$44 em média) acaba de ganhar formato DVD e Blu-ray. Totalmente remixado, e com alta definição visual,  o registro traz Mark Knopler e sua trupe quando os acordes de Sultans of Swing já eram conhecidos pelos quatro cantos do mundo.

Com teatro lotado, o show transborda em energia, e apresenta canções dos quatro primeiros álbuns do grupo. Once Upon a Time in the West, Expresso Love e Private Investigations figuram no set list. 
Além dos excelentes improvisos criados pela banda, há também espaço para a calmaria com a deliciosa composição Romeo & Juliet.

A filmagem foi restaurada cuidadosamente pelo diretor Dick Carruthers, especialista em restauração de arquivos. O diretor já trabalhou também com Led Zeppelin e Paul McCartney, entre outros.
Cheia de swing, o rock Two Young Lovers é repleto de arranjos de piano e saxofone. Mas o grande momento da apresentação se chama Sultans of Swing, grande clássico da banda.
Assim como todos os outros componentes do grupo, Mark Knopler é um excelente músico, e esta apresentação não deixa dúvida alguma.

Como bônus,  a nova versão presenteia com as músicas Tunnel of Love e Sultans of Swing,  ambas gravadas durante apresentações ao vivo no clássico programa de TV The Old Grey Whistle Test nos anos de 1980 e 1978 respectivamente, além de um documentário de 58 minutos produzido pela BBC.
Há uma opção de luxo limitada, que além do DVD, traz também o CD duplo original da apresentação.

EMI inaugura portal Legião Urbana

O acervo deixado por Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá agora ganha espaço para lá de especial.

Os fãs que se sentiam orfãos de um lugar onde pudessem pesquisar informações ou até encontrar outros fãs poderão agora fazer a festa. 

A gravadora EMI acaba de anunciar que o portal para o grupo Legião Urbana (www.legiaourbana.com.br ) já está no ar e operante.

Fruto da parceria da gravadora junto aos herdeiros e ex-integrantes do grupo, o portal, interativo permite aos internautas a possibilidade de compartilhar arquivos, criar fóruns na internet e até enviar mensagens.

O portal oferece duas seções interativas, a Urbana Legio, onde é possível encontrar recortes de arquivos enviados por fãs, ingressos, cartazes, fotos, revistas e todo tipo de memorabilia possível.

Na seção Volume Máximo, os fãs podem enviar seus vídeos tocando canções do grupo. A própria comunidade do site vai eleger as melhores performances como 'versões definitivas' e elas ficarão eternizadas por lá.

Biografia completa e streaming de todas as músicas dos álbuns do grupo também já podem ser vistos na seção discografia, entre outras surpresas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Tarantino e as canções

Canções responsáveis por vários dos climas dos filmes de Quentin Tarantino, estão agora reunidas nos álbuns The Tarantino Experience (Music Brokers R$ 45 em média) e The Tarantino Experience  Take II (Music Brokers, R$45 em média).

 As belas artes das capas já chamam a atenção.
As duas edições duplas chegam em formato digipack, e trazem canções que passeiam por várias vertentens musicais.
Canções de filmes como Kill Bill, Pulp Fiction e Jackie Brown, vividos por atores como John Travolta, Samuel L. Jackson e Uma Thurman, ilustram o primeiro volume.

Entre os artistas, a deliciosa voz de Nancy Sinatra na composição Bang Bang (My Baby Shot me Down), presente no filme Kill Bill. Também constam Woman to Woman de Joe Cocker, e até o funk do lendário grupo dos anos 1970 The Meters.

Além do rock clássico e dançante do The Grass Roots em Midnight Confessions, "In my midnight confessions/When I tell all the world that I love you/In my midnight confessions/When I say all the things that I want to", o primeiro volume conta também com a bela canção I Walk the Line de Johnny Cash.

O segundo volume aborda temas de outros filmes clássicos do diretor como Pulp Fiction e Assassinos por Natureza, por exemplo.
A tranquilidade de Al Green, as clássicas notas do bluseiro John Lee Hooker, junto ao rock and roll de T.Rex - grande nome do rock - recheiam o volume.
Como não bastasse, Johhny & the Hurricanes com Beatnik Fly, a deliciosa The "In" Crowd, do cantor Dobie Gray e Somebody in my Home, orquestrada pelo mestre Howlin´ Wolf completam a obra. É difícil não gostar dos trabalhos de Tarantino, mas agora, isso é o que menos importa. Os álbuns valem de qualquer forma.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Os temperos de um paraíso

Se a preocupação era criar uma atmosfera sonora, Lu Horta pode se dar por satisfeita.

Repleto de doçura e delicadeza, seu novo álbum, Paraíso Eu (Tratore, R$ 25 em média), tem produção de Bruno Bonaventure, e trata a música com respeito e resgata aquilo que muitas vezes se perde pelo caminho: a qualidade.

Em meio às atividades com o grupo Barbatuques e aulas de canto e expressão corporal, Lu Horta dá sequência ao trabalho solo – iniciado em 2003 com álbum que leva seu nome no título – e apresenta na nova empreitada parcerias com Arnaldo Antunes, Jean Boechat e Edu Marin, por exemplo.

Sem seguir regras, a cantora paranaense continua o mergulho na música brasileira. Lu Horta caminha de acordo com sua intuição, e traz 12 canções que exploram um processo livre de composição. “A situação do mercado (musical) é tão confusa que eu prefiro usar a minha intuição e me lembrar que um dos meus objetivos é me comunicar com os ouvintes através daquilo que componho”, conta.

E foi assim, em canções como Ô, que surgiu em sua cabeça durante uma madrugada, ou em outras, que nasceram de brincadeiras, de improvisos como devaneios de notas e palavras, que o disco foi ganhando rosto. É claro também que muitas das ideias foram pensadas, cuidadosamente elaboradas e depois lapidadas, como ela mesmo conta.

Mesclar elementos eletrônicos aos arranjos orgânicos foi o ponto de partida para a composição do disco. Junto aos arranjos sutis de samplers, teclados e baixo synth, Paraíso Eu também é temperado pelos sons da bela guitarra portuguesa, bandolim, assobios, acordeom e até pelo delicioso soar do cravo.

Embalado pela bela e colorida capa da artista Dani Luppi, Paraíso Eu gira em torno do âmbito pessoal da cantora. “Posso dizer que a oportunidade de gravar este CD e focar neste repertório me salvou de um afogamento emocional, existencial”, conta.

Enquanto a canção Flutuante é marcada pela doce voz de Lu Horta, a composição No Meu Lugar traz, no tempero, pitadas psicodélicas. Cheia de arrranjos cuidadosos, A Carta da Lua é um dos destaques.

O disco também tem seu momento romântico com Todo Mundo quer Amor. Paraíso Eu é o paraíso de Lu Horta, repleto de sentimentos e climas, cheio de vida.

http://www.luhorta.com.br/
 
Coluna publicada hoje no caderno de Cultura do Diário do Grande ABC.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A fronteira final


O Iron Maiden anunciou há pouco o nome e track list do novo álbum. The Final Frontier chegará às lojas no dia 16 de agosto e deve trazer mais do que a banda vem fazendo nos últimos anos.


Com 10 faixas, que somadas passam de 76 minutos, o novo disco promete atrair mais uma vez a atenção dos fãs. No site da banda é possível baixar o primeiro single do álbum, chamado de El Dorado.


A turnê do novo disco começará na próxima quarta-feira, dia 9, em Dallas, nos Estados Unidos e passará pelo Canadá e pela Europa. Até o momento estão marcadas apresentações até o dia 21 de agosto, o que daria espaço para eventual passagem pelo Brasil ainda em 2010.
Confira a lista de músicas do novo álbum.


1. Satellite 15.....The Final Frontier (8:40)
2. El Dorado (6:49)
3. Mother Of Mercy (5:20)
4. Coming Home (5:52)
5. The Alchemist (4:29)
6. Isle Of Avalon (9:06)
7. Starblind (7:48)
8. The Talisman (9:03)
9. The Man Who Would Be King (8:28)
10. When The Wild Wind Blows (10:59)

Michael Schenker´s Group comemora 30 anos de carreira

Para comemorar o aniversário de 30 anos de carreira, o Michael Schenker´s Group, liderado pelo lendário guitarrista alemão Michael Schenker, registrou a apresentação que fez em Tóquio, em janeiro.

Além de Schenker, o line up da banda conta também com Gary Barden nos vocais, o baterista Simon Phillips (ex-The Who), Wayne Findlay na outra guitarra e teclados e por fim, o baixista Neil Murray (ex-Black Sabbath e ex-Whitesnake).

O show abordou toda a carreira de Schenker, passando por canções como Rock Bottom e Doctor, Doctor, do lendário grupo britânico UFO - que esteve no Brasil pela primeira vez no último mês.
O trabalho assinado junto de seu irmão Rudolf Schenker, com o Scorpions, também não ficou de fora.

Músicas dos álbuns do Michael Schenker´s Group também estão presentes.
In the Midst of Beauty, foi o último álbum lançado há 2 anos pelo grupo.

A apresentação foi transmitida pelo canal NHK-BS2, e  deverá ter lançamento em DVD até o final do ano.




sábado, 5 de junho de 2010

Dolores é boa dica

Dolores O’Riordan se jogou na cena musical com unhas e dentes. Junto ao The Cranberries, escreveu sua história durante dez anos, mas foi apenas em 2007, com Are You Listening?, que a cantora e compositora irlandesa deu o pontapé inicial na carreira solo.

Agora, em meio a volta do The Cranberries - o grupo havia encerrado as atividades em 2003 -  Dolores deixa no mercado No Baggage (Music Brokers Records, R$25 em média) , segundo trabalho de inéditas da carreira que leva apenas seu nome.

Ao lado de Dan Brokdebeck, Dolores assina a produção do álbum, e traz um pop rock maduro nas onze canções que o compõem.

O produtor também participou das linhas de baixo de algumas das composições e assina as guitarras do álbum.

Switch of the Moment abre suavemente o disco, Dolores passeia por elementos com leves toques roqueiros na canção Skeleton, mesclados aos seus inconfundíveis arranjos vocais. A doce It´s You é destaque, assim como a deliciosa The Journey, canção que inclusive rendeu um clipe ao álbum.
No Baggage traz ainda uma nova versão - apesar de bela, dispensável -  para Apple of My Eye, música que consta no álbum anterior da cantora. Mas é com Throw Your Arms Around Me que Dolores sai um pouco do óbvio e traz novos elementos como batuques, flautas indianas e arranjos vocais masculinos para sua música.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eloy e outra preciosidade

Vários artistas e bandas que tiveram seu grande momento há décadas, acabam muitas vezes caindo no esquecimento.

Mas isso nem sempre quer dizer que tenham deixado de produzir. E muitas vezes, produzir preciosidades que passam longe de ser álbuns de hits, mas sim álbuns de grande qualidade.

Uma das grandes provas disso se chama Visionary (importado), novo disco de estúdio de uma lenda do rock progressivo, o Eloy.

Original do velho continente, o grupo alemão nasceu no fim da década de 1960 pelas mãos de Frank Bornemann, músico que levanta a bandeira do grupo até hoje.

Recheado com sete canções, Visionary põe fim aos dez anos de hiato do lançamento de seu antecessor Ocean 2.

Agora, aos 40 anos de carreira, o Eloy traz no novo disco, uma deliciosa viagem pela engenharia harmoniosa a qual estão tão acostumados.

Sem soar datado, Visionary resgata toda a energia que o grupo alcançou durante os anos 1970. Frank Bornemann e suas melodias de voz  trabalham bem junto ao baixo de Klaus-Peter Matziol, deixando as canções belas e criativas, como em The Secret e Age of Insanity.

Visionary é um ótimo álbum, comparado aos trabalhos criados há 30 anos atrás, soa diferente, é claro. Não há como ser igual após tanto tempo assim.  Mas uma coisa não se pode negar: A receita ainda é deles!


Madeleine Peyroux volta ao Brasil


Após o sucesso do álbum Half the Perfect World, a cantora norte-americana Madeleine Peyroux retorna ao Brasil para divulgar Bar Bones, seu mais recente trabalho.
Madeleine se apresentará em São Paulo na terça-feira (08), às 21h, no teatro Bradesco. Os ingressos custam entre R$80 e R$350, e podem ser comprados através do site http://www.ingressorapido.com.br/.

Quatorze anos após o lançamento de Dreamland, seu disco de estreia, e cinco depois de sua primeira passagem pelo Brasil, a cantora aposta agora em um cardápio autoral. Bar Bones é o primeiro trabalho em que Madeleine deixa de lado as belíssimas regravações que costuma fazer, e passa a assinar todas as composições de um álbum.

Delicada com os arranjos, a cantora de voz deliciosa e doce, passou boa parte da vida na França, onde aos 15 anos, já tocava pelas ruas. Em sua música, jazz, pitadas de blues e folk. Tudo deliciosamente bem cuidado.

Comparada a Billie Holiday, Madeleine traz em sua refinada bagagem musical, nomes como Bessie Smith e Patsy Cline, por exemplo.
Além de Sâo Paulo, Madeleine passará também pelo Riod e Janeiro no dia 10/06 (http://www.vivorio.com.br/), em Brasília no dia 12 (61 3325-6240),  e encerra a turnê na capital do Rio Grande do Sul no dia 13 (http://www.teatrodobourboncountry.com.br/).


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Slash inovando

Quebrar preconceitos não é tarefa fácil. É preciso coragem e, muitas vezes, arriscar o próprio pescoço.

Mas Slash, o homem por detrás da cartola que se consagrou por conta da carreira junto ao Guns n´Roses, deu a cara a tapas e foi ser feliz.

Seu novo álbum, intitulado Slash (Music Brokers, R$ 28 em média), traz o guitarrista junto de outras estrelas de várias vertentes da música e dá uma porrada no preconceito.

Esqueça os desentendimentos com sua antiga banda. Há muito tempo Slash não vive do passado. Músico ativo e engajado, dividiu a energia dos últimos anos entre o grupo Velvet Revolver e também compondo ótimas canções para a carreira solo. E o melhor de tudo: para convidados mais do que especiais.

Quem um dia poderia imaginar o roqueirão de cabelos encaracolados que toca com a famosa guitarra Les Paul empunhada para o alto gravando com Fergie, a deliciosa voz tão conhecida do Black Eyed Peas ou com Adam Levine, do Maroon 5?

Ele imaginou e escreveu cada melodia pensando em seu convidado. E que fique claro: mesmo tendo no álbum figuras de muito respeito, como Ozzy Osbourne e Ian Astbury, do The Cult, por exemplo, nomes como Kid Rock, que interpreta a bela canção I Hold On, e Andrew Stockdale, líder do grupo australiano Wolfmother, não deixam absolutamente nada a desejar aos medalhões.
Sem a menor necessidade de brilhar sozinho, Slash dá o espaço que cada músico precisa para deslizar pelas canções. Cuida com delicadeza dos arranjos, é furioso quando necessário e faz a guitarra gritar em solos que são dignos de se tirar o chapéu – ou melhor, a cartola.

Além da elegância com que Iggy Pop encerra o álbum, Slash traz também a bela voz de Chris Cornell, que acaba de reacender o fogo do até então extinto Soundgarden.

O vozeirão rouco de Lemmi Kilmister, líder do Motorhead, não poderia ficar de fora. Está lá, pouco antes de Rocco de Luca. E, é claro, há espaço também para os amigos Duff McKagan (ex-Guns) e Dave Grohl (Foo Fighters). Slash conseguiu uma grande vitória ao mostrar que música boa é música boa e está acima de quem a faça.

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