O cantor Bruno Mars lança hoje mais uma faixa que estará em seu próximo álbum, 24K Magic, terceiro da carreira, que será lançado dia 18 via Warner Music.
A balada 'Versace On The Floor' já está disponível em todas as plataformas digitais.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Entrevista - Stacey Kent lança disco com Roberto Menescal
Como
surgiu a ideia de fazer esse disco?
Encontrei
Roberto em 2011 no “Show De Paz” no Rio e ficamos amigos
imediatamente. Mesmo que sejamos de gerações e culturas diferentes
descobrimos que temos muito em comum do ponto de vista da música,
filosofia e etc. Durante as nossas conversas por Skype e e-mail,
descobrimos que amamos não somente os grandes "standards"
do Great American Songbook, mas amamos também os discos de Julie
London e Barney Kessel. Convidei o Menescal a fazer umas faixas no
meu disco, “The Changing Lights”. Foi durante a gravação que
ele deu a ideia de um disco de standards no estilo íntimo de voz e
guitarra como Julie London e Barney Kessel. Claro, disse OK sem
hesitar!
Era
uma vontade antiga regravar clássicos da música dos Estados Unidos?
Mesmo
que tenha cantado mais as canções inéditas, francesas e a música
brasileira nos últimos anos, nunca deixei de cantar os clássicos
norte-americanos. Mas a ideia de fazer um disco assim com Menescal
foi tão natural. A gente compartilha uma sensibilidade. Parecia
muito natural fazer este repertório com Roberto. Também antes de
gravar, falamos muito das coisas em comum entre o mundo dele, a Bossa
Nova, e a meu mundo do Jazz, falamos da ligação da harmonia e para
este projeto em particular, a ligação entre o relacionamento muito
íntimo da voz e violão e que poderíamos criar de novo aquela
atmosfera. Menescal nos fala muito dos anos no início, cantando,
tocando na casa da Nara Leão, e os duetos que eles fizeram juntos,
parecido com Barney e Julie. Queríamos continuar nesta tradição.
E
a escolha do repertório do disco foi difícil?
Foi
difícil, mas somente no sentido que tínhamos uma escolha tão
grande. A dificuldade foi eliminar tantas canções que poderíamos
ter gravado. Na realidade, fazer dez discos assim teria sido fácil!
Como
é o cenário musical para esse tipo de música nos Estados Unidos? É
algo que os jovens também escutam?
Esse
tipo de música fez parte da cultura dos EUA sempre. Ouve-se na
rádio, nas lojas, nos filmes etc. Por isso, os jovens ainda conhecem
bastante bem os standards e já existe um público que ama os
Standards. O disco com Roberto tem sido muito bem recebido.
Como
foi o processo de gravação desse disco?
Planejamos
o disco por Skype e e-mail. Roberto escolheu a maioria do repertório.
Para mim, a única canção que eu sugeri que Roberto ainda não
conhecia foi “If I'm Lucky”, de Perry Como. Eventualmente,
Roberto chegou em Londres para gravar. Ensaiamos em casa bem
relaxados e depois fomos para o estúdio. O estúdio fica no campo,
fora de Londres. Tem jardins lindos e um clima muito aconchegante.
Gravei todos os meus discos ali e foi um prazer introduzir Roberto ao
meu mundo depois de sermos tão bem recebidos no Brasil.
Foi.
O clima é quase bossa nova - voz e violão. Não foi uma grande
produção, mas é a música como se toca em casa entre amigos.
Das
canções que você regravou para Tenderly, mudaram arranjos ou as
músicas são como as versões originais?
Foi
somente “In The Wee Small Hours” que eu regravei e foi um arranjo
que Menescal fez. É bem diferente.
O
disco tem músicas doces. Acha que o mundo está precisando de mais
amor nos dias de hoje?
Concordo!
Fico muito feliz de ser capaz de contribuir algo ao mundo que possa
ajudar.
Tem
algum toque brasileiro nessas músicas do disco Tenderly?
Além
da canção do Menescal, “Agarradinhos”, que tem um toque de
swing dos anos 50, como disse, o clima do disco - voz e violão e
muito bossa nova.
Sei
que você é apaixonada por música brasileira. Você descobriu algum
artista que está ouvindo atualmente?
Tem
tantos artistas aí que amo e que ainda estou descobrindo! Mas não
penso em termos de ano nem da idade, a música toca o coração ou
não.
Você
pesquisa por artistas antigos do Brasil?
Hoje
em dia, é fácil pesquisar graças à Internet, mas também os meus
amigos brasileiros, sabendo que amo a música brasileira, me mandam
nomes dos discos que talvez não tenha ouvido.... Escuto bastante
Cartola neste momento. E sempre escuto João Gilberto. Mas a lista é
enorme e não temos tempo pra falar de tudo! Passei a semana passada
apresentando “Cantiga de Longe” a alguns amigos americanos que
não conheciam o trabalho do Edu Lobo. Ficaram apaixonados.
Você
tem vontade de fazer um disco só com músicas de algum artista
brasileiro?
Já
fiz um disco “AO VIVO” e DVD com o grande cantor, compositor e
amigo, Marcos Valle. Cantei recentemente também uma faixa com Danilo
Caymmi, no disco dele que vai ser lançado daqui a pouco, tocando uma
música do Jobim. Da mesma geração, adoro a música de Edu Lobo,
Joyce Moreno, Dori Caymmi. (Isso me faz lembrar de um disco que eu
amo do Dori, “Contemporâneos”, em que ele toca as músicas dessa
geração. Uma maravilha.) Na verdade, tem tanta riqueza de
compositores talentosos, seria possível fazer muitos discos! Eu vou!
Pretende
vir ao Brasil para divulgar o disco Tenderly?
Espero
que sim! Não há nada planejado neste momento.
Quer
dizer algo mais?
Foi
uma honra gravar com Roberto Menescal. Ele é um músico e um homem
muito querido.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Bastille de disco novo
Após o sucesso do disco de estreia Bad Blood (2013) e do hit Pompei, que revelaram a banda indie britânica Bastille, o quarteto se enfia em perigosa empreitada: fazer um segundo trabalho tão bom quanto o anterior. Wild World (Universal Music, R$ 25, em média), chega ilustrado por 19 canções e forte receita sonora.
A banda, formada em 2010 por Dan Smith (voz), Kyle Simmons (teclado), Will Farquarson (guitarra e contrabaixo) e Chris Wood (bateria), acerta a mão e segue receita parecida com que fez antes. A doçura da voz de Dan apresenta faixas como Good Grief, um dos destaques do álbum e que já ganhou vídeoclipe. Mas há também, como não poderia ser diferente, momentos em que o cantor usa força e energia na harmonias vocais, como em The Currents.
Com produção assinada pelo cantor ao lado de Mark Crew, Wild World apresenta faixas grudentas e dançantes, como Glory, um dos destaques, e repletas de arranjos eletrônicos que se misturam aos orgânicos. Momento denso do trabalho fica por conta da bela An Act of Kindness. Outro grande momento é a psicodélica Two Evils, que poderia figurar tranquilamente em filme de Quentin Tarantino. Se Wild World vai superar a marca de 4 milhões de cópias vendidas, ainda é uma interrogação, mas que a banda está no caminho certo, está.
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quinta-feira, 23 de junho de 2016
Blackning pesado
Gostaria
de saber quão desafiador foi preparar o segundo disco. Acredito que
seja muita responsabilidade superar um trabalho de estreia, não?
Não
saberia dizer ao certo se podemos chamar isso de responsabilidade.
Fizemos o nosso primeiro álbum ("Order of Chaos") em 6
meses, dos primeiros ensaios de Janeiro de 2014 ao início das
gravações em Junho daquele ano. Estávamos com a gana por fazer
algo que representasse nossas ideias e servisse como nosso cartão de
visita, sem a necessidade de divulgarmos alguma demo ou EP inicial,
queimando cartucho. Sabíamos que era possível chegar com algo, de
certa forma, relevante entre as bandas do estilo e nos propusemos a
correr tal risco. Lançamos no Brasil o nosso debut album em Dezembro
de 2014 e o saldo por parte da mídia, tanto daqui quanto da gringa,
foi muito positivo.
Ao
começarmos a pensar no segundo álbum, que veio a se chamar
"ALieNation", fizemos tudo com mais tranquilidade e dessa
vez tivemos o envolvimento da banda toda, diferente do primeiro álbum
que foi composto basicamente por duas pessoas (por Elvis Santos -
baterista da banda - e por mim, pela questão de não termos baixista
na época da composição do "Order of Chaos - Francisco Stanich
entrou na banda no início das gravações de bateria). Isso trouxe
uma unidade única ao grupo e ao novo trabalho, uma dinâmica
diferente e favorável para que fizéssemos tudo com mais consciência
e experimentação para que tudo soasse bem aos nossos ouvidos, da
forma que imaginávamos e que foi previamente trabalhado com o
produtor musical Fabiano Penna (o mesmo que produziu o álbum
anterior). Por isso tudo não sentimos um peso em fazer algo maior, e
sim em fazer algo que fosse a cara da banda nessa fase atual. A
superação que você comentou foi sentida apenas na parte de
execução musical de cada um, na produção dos sons, na mixagem,
masterização e parte gráfica, e acredito que nesses quesitos a
gente conseguiu dar um passo além.
Começamos
a nos reunir para compor esse novo trabalho por volta de abril e maio
de 2015, quando mostrei as minhas primeiras novas ideias pro pessoal.
Fomos lapidando algumas coisas e criando muitas coisas do zero, no
formato dos três caras mesmo, somando com as várias ideias do Elvis
e do Francisco, ensaiando bastante, gravando prés e trabalhando
junto com o produtor Fabiano Penna. Somando todo esse processo, posso
considerar que levamos um total de 14 meses, sendo 9 meses de
composição, 1 mês de pré-produção, 3 meses de gravações e 1
mês de mixagem e masterização, tudo isso ensaiando no paralelo.
Gastamos quase meio ano a mais (5 meses) que o primeiro álbum e isso
foi ótimo para fazermos tudo da forma que achávamos correto para
esse trabalho, sem pressão ou correria.
Você
costuma escutar outras bandas antes de fazer um disco assim para ter
inspiração?
Particularmente,
não. Me preocupo muito em trabalhar focado, evitando interferência
externa na composição. Às vezes ao se buscar referências
artísticas externas, você pode acabar se deixando levar e fugindo
do caminho natural do seu trabalho, principalmente se as referências
forem muito próximas ao seu estilo. Escuto muita música no dia a
dia e quem me conhece de perto sabe que sou um cara bem aberto à
música boa, indiferente do estilo, e isso por si só já ajuda a
direcionar as ideias e coisas novas. Como escuto metal desde meus 12
anos, não tem perigo de eu tocar algo que fuja do estilo que está
tão inserido no meu paladar musical, digamos assim. A inspiração
pra mim pode vir de um ambiente, de uma situação, de algo visual,
não tanto de novas referências musicais externas, sabe?
O
disco é todo independente? Se sim, como é seguir nesse formato de
trabalho, apenas com recursos próprios? O que há de positivo e de
negativo?Independente somente na parte de custeio de produção, ensaios, gravação, mixagem e masterização. Fazemos questão de termos domínio sobre o nosso trabalho, de podermos oferecê-lo para os selos que quisermos, tanto daqui quanto de fora. Sei que é redundante mas o ruim ter de utilizar recursos próprios para fazer a banda avançar é o fato de termos de usar mesmo grana própria, seja tirando do caixa da banda ou do bolso de cada integrante. Banda nova não possui um fluxo de caixa considerável para reverter nos custos internos e isso, pensando em empresa, tem de sair de algum lugar, e muitas vezes essa diferença sai do bolso dos donos do negócio, que no nosso caso leia-se "integrantes da banda". O positivo com certeza é a liberdade para barganhar melhores condições em todas as esferas. Podemos oferecer o álbum para selos gringos com condições melhores do que se tivéssemos apenas uma demo, torcendo para que eles investissem na banda, na gravação, produção, ente outras. Foi assim com o nosso primeiro álbum, que saiu na Europa por um selo da Espanha (Hecatombe Records). Na real, você tem que acreditar na tua ideia primeiro do que os outros, inclusive fazendo com eles se encorajem à acreditar em você após sentirem que é verdadeiro. E o feito é melhor do que o perfeito, ou seja, a banda tem de arregaçar as mangas e ir pra cima, sem esperar que algo caia do céu. Sobre a prensagem do "ALieNation", ela ficou por conta do selo paulistano Vingança Music, que lançou também nosso primeiro álbum, e a distribuição ficou por conta deles com a parceria da Voice Music. Acredito que todos as novas bandas, e incluo nesse ponto a Blackning por termos apenas 2 anos de vida (mesmo com 2 cds lançados e duas turnês nacionais na bagagem), tem que fazer acontecer por seu próprio mérito para, aí então, estar apta a chamar atenção de alguém. Gravadoras são nada mais do que bancos que investem uma grana num artista esperando um retorno, e ficar atrelados 100% à bancos não é tão bacana quanto possa aparecer.
Vocês
são preocupados com timbres, prezam por bom resultado de gravação,
fazem clipes. Como é dar conta de tudo isso? São só vocês três
fazendo tudo?
É muita correria e isso nos cobra que sejamos regrados para não deixar passar nada batido. Na Blackning trabalhamos com cronogramas anuais, que desmembramos inclusive em tarefas diárias, com itens dedicados para cada integrante. Ou é assim, como uma empresa, ou o trem sai do trilhos. Sempre temos pedras no caminho de nossas vidas particulares que temos que ultrapassar, mas aí alguém na banda cobre o outro para que tudo continue andando. E assim, na parceria, a parada vai indo. E nisso falo apenas das partes burocráticas, vender shows, organizar logística, cuidar de estoque de merchandising, envio de material por correio, marcar ensaios, etc. Ainda temos a parte de ensaiar, praticar, viver a música mesmo, saca? Por hora, a banda cuida dessa parte toda, mas temos parceiros na parte de assessoria (Agencia 1A1), que era o nosso gargalo e que nos ajudam com entrevistas, notas na mídia, redes sociais, etc. Somos apenas três rapazes latino-americanos tentando tocar seu próprio negócio que tanto amam, mas sozinhos ficaria bem difícil. O sonho geral dentro da banda é cuidar apenas da música, ensaiar, compor, tocar ao vivo, etc, mas sei que nos moldes atuais do mercado musical, essa opção está descartada.
É muita correria e isso nos cobra que sejamos regrados para não deixar passar nada batido. Na Blackning trabalhamos com cronogramas anuais, que desmembramos inclusive em tarefas diárias, com itens dedicados para cada integrante. Ou é assim, como uma empresa, ou o trem sai do trilhos. Sempre temos pedras no caminho de nossas vidas particulares que temos que ultrapassar, mas aí alguém na banda cobre o outro para que tudo continue andando. E assim, na parceria, a parada vai indo. E nisso falo apenas das partes burocráticas, vender shows, organizar logística, cuidar de estoque de merchandising, envio de material por correio, marcar ensaios, etc. Ainda temos a parte de ensaiar, praticar, viver a música mesmo, saca? Por hora, a banda cuida dessa parte toda, mas temos parceiros na parte de assessoria (Agencia 1A1), que era o nosso gargalo e que nos ajudam com entrevistas, notas na mídia, redes sociais, etc. Somos apenas três rapazes latino-americanos tentando tocar seu próprio negócio que tanto amam, mas sozinhos ficaria bem difícil. O sonho geral dentro da banda é cuidar apenas da música, ensaiar, compor, tocar ao vivo, etc, mas sei que nos moldes atuais do mercado musical, essa opção está descartada.
E
por falar em clipe, esse disco terá algum?
Terá
sim, pelo menos dois. O primeiro já foi gravado pelo nosso amigo de
longa data Denis Di Lallo, que produziu inclusive nosso primeiro
clipe (da música "Thy Will Be Done", do primeiro álbum,
"Order of Chaos"). Escolhemos a música "Mechanical
Minds" para abrir os trabalhos por causa da temática e por
mostrar outra faceta da banda, um som mais cadenciado, de pegada. O
clipe está atualmente na parte de edição, mas em breve iremos
divulgar o trabalho e esperamos que a galera curta.
O nome do disco faz relação a algo que você enxerga na sociedade como um todo hoje? Como você vê o sistema em que vivemos hoje?
Ao
meu ver esse álbum aborda fortemente o momento da sociedade, que é
de alienação. Pessoas estão alienadas em seu celular, num tipo de
autismo funcional, em suas redes sociais e seu voyeurismo, em suas
vinganças, em seus rancores, em seus ideias políticos,
preconceitos, etc. Ao começarmos a desenrolar a parte lírica do
álbum, vimos que tudo que escrevíamos tomava esse caminho temático
e aí decidimos usar o nome 'alienation' (alienação em inglês)
para o álbum, mas brincando com as palavras, fechando em
"ALieNation" (alienação + lie = mentira + nation = nação,
ou seja, uma nação alienadora e mentirosa). Atualmente o povo
acredita em tudo que vê e lê, não contesta, não tenta forçar a
vista e o entendimento para ir além do contexto que cospem para os
ares em forma de notícias e opiniões. Isso é horrível pois vejo
amigos debatendo temas e desfazendo amizades por diferentes ponto de
vista, pessoas perdendo negócios por ideais diferentes, enfim, o
povo está com a vista turva ocasionada por essa nuvem que se
instaurou no ar. Espero que logo menos consigamos todos enxergar que
a mudança no sistema começa por nós, aqui debaixo e que todos
estão por aqui apenas para viver da melhor maneira possível, de
preferência sem afetar negativamente a vida alheia.
Sua música serve para alertar de problemas sociais?
Sua música serve para alertar de problemas sociais?
Nossa
música serve sim, mas não nos prendemos somente à isso. Música é
arte, feita para ser apreciada. Pode ser contestadora sim, mas
acredito que ela deva ser os dois. Particularmente não curto música
feita somente para servir de alerta à alguém, pois acho que a
música é mais do que isso. Ela
tem de passar uma sensação, seja ela qual for, amor, vitória,
raiva, medo, etc, e com isso entreter de alguma maneira, como um
filme e fazer o ouvinte a pensar. Pensando nisso, inclusive, fizemos
algo bacana no álbum novo, como diferencial, que foi inserir QR
Codes de todas as letras no encarte, que levam as traduções,
exatamente para o ouvinte vivenciar uma experiência mais completa e
sacar a ideia da banda.
Qual
a canção mais forte desse disco, em termos literários, na sua
opinião?
Por
gosto pessoal e em termos apenas de letra, gosto muito da "Thru
the Eyes", que reflete aquele autismo funcional que comentei
anteriormente, daquelas pessoas que vivem no celular, nas redes
sociais e se esquecem da vida real, e curto muito também a letra da
"Mechanical Minds", que fala de uma pessoa que sofre a
imposição da vida em seguir o mesmo caminho de todos, do sol a sol,
trabalho fixo, casa própria, etc, o fato de ter de seguir a manada
para ser considerado normal. Mas com certeza cada letra mexerá de
forma diferente para cada pessoa, e essa é a ideia, a interpretação
pessoal de cada tema.
Qual
a principal mensagem que quer passar com esse trabalho?
Se
analisarmos a capa, verá que existe uma conexão com nosso primeiro
álbum. Desde aquela época falamos de uma Ordem que domina o mundo,
controla governos, o mercado, o dinheiro e a população. A ordem,
simbolizada pela caveira nefasta, segura uma criança, que pode ser
considerada a sociedade e que será doutrinada por essa ordem, de
modo a ser manipulada desde o berço. No primeiro álbum (Dezembro de
2014) a ideia tratava exatamente da implantação do caos que
chacoalha o mundo, os países e os líderes. Os temas abordavam quase
que na sua totalidade os assuntos relacionados à isso. Já nesse
novo trabalho (Junho de 2016), novamente falando da capa do álbum, a
criança que simboliza essa nova sociedade cresceu, já está sendo
doutrinada, alienada pela ordem e se vê debaixo das asas dessa
maldade toda. No fim, os temas acabaram sendo bem atuais e no
'timing' certo que vivenciamos no dia a dia, mas sei que o mesmo
nunca ficará datado.
Qual a maior dificuldade que sua banda enfrenta para divulgar seu trabalho?
Acho
que as mesmas dificuldades que muitas bandas passam, inclusive as com
mais anos de estrada do que a gente. Na nossa região das sete
cidades, acho que seria legal falar da questão de espaço e
condições ideais para apresentações do estilo. Bares de rock
existem, mas preferem dar atenção à bandas covers pois o público
comparece e injeta grana no negócio local. Por aqui, eventos de
bandas autorais acabam ficando em segundo plano, o público fica
aquém do esperado e desanima os organizadores que fazem acontecer
por conta própria. Ao mesmo tempo, a Blackning, e falo também por
mim em específico e pelo Elvis, nunca tivemos oportunidade de tocar
em eventos públicos da nossa própria cidade, Santo André, ou de
outras cidades da região, como São Bernardo e São Caetano, eventos
esses organizados 100% pela prefeitura e seus departamentos de
cultura. Acho curioso, pois o que sempre fizemos foi deixar material
completo nesses departamentos, mas ao mesmo tempo faz com que sigamos
na contra mão, fechando turnês nacionais e futuramente dando passos
ainda maiores, buscando sempre o crescimento da banda, nem que para
nossa própria região o reconhecimento deles venham de fora para
dentro. Espero que a questão de tocar na região mude, mas também
não será essa questão que irá atrasar os nossos passos, de forma
alguma. Seguimos na luta com as cartas que temos na mão.
Quais os próximos planos?
Estamos
no momento em turnê nacional. Já tocamos nos últimos dias em Porto
Velho/RO, Rio Branco/AC, Belém/PA, Imperatriz/MA e Parnaíba/PI,
voltamos para São Paulo para cumprir com alguns compromissos e
entrevistas e agora no dia 24/06 subiremos novamente para mais uma
perna da turnê, passando por Fortaleza/CE, Mossoró/RN, João
Pessoa/PB, Cruz das Almas/BA, Serrinha/BA, Esplanada/BA e
Paraisópolis/MG. Tem sido muito legal passar por alguns lugares que
tocamos anteriormente, mas tocar em novos locais é tão legal
quanto. Ainda temos algumas regiões a atacar, como centro-oeste e
sul e a ideia é resolver essa questão em breve. Para esse ano
ainda, estamos fechando também algumas parcerias e temos o intuito
de fazer algumas datas pela América do Sul, como Argentina, Chile,
Peru, Bolívia, Paraguai, etc, seja como banda principal em eventos
menores ou como suporte em eventos maiores. E depois, no começo do
ano que vem, algo pela Europa. Estamos organizando o cronograma
semestral e esperamos viabilizar tudo o mais breve possível.
Quer dizer algo mais?
Quero
aproveitar e convidar à todos que confiram nosso trabalho pela web,
acessando o site www.blackning.com,
onde poderão acompanhar todas as nossas novidades, músicas, vídeos,
datas de shows e conferir nosso material à venda, camisetas, CDs,
adesivos e tudo o mais. Em breve esperamos tocar por aqui, para assim
mostrarmos à que viemos e assim revermos todos os amigos que nos
apoiam há anos. Obrigado novamente e nos veremos na estrada.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Elton John apresenta 33º trabalho de estúdio
Na classe artística do
universo da música, entre os nomes que já não precisam provar mais
nada está Elton John. O compositor e cantor britânico, na estrada
desde 1696, coloca nas prateleiras novo disco de estúdio.
Wonderful Crazy Night
(Universal Music, R$ 27,90, em média), seu 33º trabalho de estúdio,
ganha vida após mais de dois anos sem trabalhos de inéditas do
artista. Seu trabalho anterior foi The Diving Board, de 2013.
Com produção assinada
por Elton John ao lado de T Bone Burnett, o novo álbum é ilustrado
por 10 canções inéditas e autorais.
Cheio de energia, Elton
John, que hoje tem 68 anos, resgata temperos usados em seus trabalhos
nos anos 1970 e, para acompanhar seu piano, usa sem medo guitarras e
arranjos de orgão. Não à toa, conta, de novo, com parceiros
daquele período: Nigel Olsson (bateria) e Dave Johnstone (guitarra).
O cantor chegou a
afirmar que queria mesmo um trabalho repleto de guitarras e que
soasse feliz e que acredita nunca ter feito um álbum com tanta
energia.
Com pegada de blues e
refrão grudento, a faixa In The Name Of You é um dos destaques da
obra.
Outra que rouba a cena
é a canção que dá nome ao disco. Ilustrada por boas harmonias de
contrabaixo e piano, é animada e prato cheio para chacoalhar o
corpo. Já para aquecer os corações está a delicada balada A Good
Heart.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Subviventes furioso
O que eles gostariam – e pelo que lutam – é poder viver em um mundo justo e igualitário para pessoas e animais, onde a música ou a arte em geral seria usada apenas como entretenimento. Mas não é bem assim que as coisas funcionam. Sem dó nem piedade, mas com muita seriedade e bom-senso, os músicos do Subviventes dão o recado que precisam, tocam em feridas e dizem o que têm de dizer sem medo. Escutar e aprender algo só dependem de cada um a partir daí.
A banda de punk rock de Santo André – formada em 1988 – lança, de forma independente, novo disco de estúdio,
Depende De Onde Olhar (R$ 20, em média), quarto da discografia, que chega carregado por 12 músicas furiosas e pode ser adquirido pelo site da banda (www.subviventes.com).
Formado por Rafael Garrafa (guitarra), Valter Abutre (contrabaixo), Jeferson Vermeio (bateria) e Alex Galeão (voz), o Subviventes aposta em música madura e letras críticas, como as pesadas Não Passarão e Espiral Racional. “Nesse álbum tentamos diversificar bem os temas das canções. Há questão do capitalismo tanto na essência quanto na destruição do futebol moderno, dos direitos dos animais, da religião, da guerra e da paz”, explica Garrafa.
Até os índios não são deixados de lado pelos artistas. “Essa é uma questão que julgamos um tanto quanto esquecida da sociedade. As pessoas não se importam e isso é muito grave. Suas culturas, dignidade e terras foram tomadas, corrompidas, destruídas. Temos a obrigação de tentar passar essa mensagem de alerta”, diz.
Para o Subviventes, as músicas desse novo disco podem servir como maneira para que as pessoas reflitam acerca das questões abordadas. “Quando você tenta mostrar coisas que talvez ainda não tenham sido pensadas ou vistas, as pessoas automaticamente começam a se libertar dos dogmas, enxergar outros caminhos, ter esperança nas mudanças. E isso é arte, seja qual forma for, é tentar colocar as pessoas em movimento em integração de pensamentos e ideais”, reflete o guitarrista.
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sábado, 3 de outubro de 2015
O poderoso Blackning
Se você pensa que a região do Grande ABC deve algo para alguém de qualquer parte do planeta está enganado.
Trio promissor, o Blackning, de Santo André, coloca no mundo Order of Chaos, seu disco de estreia, furioso e apetitoso.
Escutamos a obra e fomos falar com Cleber Orsioli, guitarrista, vocalista e compositor do grupo.
Como nasceu essa banda?
A BLACKNING surgiu em Dezembro de 2013 após uma pausa forçada da minha ex-banda. Ao invés de esperar e ver o que ia rolar na época, ou mesmo assumir uma responsabilidade que não era minha, decidi me focar 100% em algo novo. Pra isso, chamei o Elvis Santos, amigo antigo e baterista com quem tinha começado o lance de “ter banda” - isso há uns 15 anos atrás - para iniciar um novo projeto, partindo do zero mesmo e do jeito que achávamos correto. Após alguns meses de ensaios, o Francisco Stanich também entrou na jogada, após sair da ex-banda dele. Ele ia largar a música, mas consegui resgatá-lo do limbo, após mostrar as primeiras idéias compostas do que viria a ser nosso primeiro álbum. A banda é relativamente nova, mas estamos batalhando para fazer tudo da maneira mais correta e sincera possível, para que isso transpareça em nossa música.
Quando saiu o disco?
O disco ORDER OF CHAOS saiu no Brasil em Dezembro de 2014, já há alguns meses atrás, mas a receptividade do álbum tem sido ótima entre os meios especializados, tanto do Brasil quanto em outros países.
O álbum sai por algum selo aqui no Brasil ou é independente?
No Brasil saiu pelo selo Vingança Music, ex-Encore Records. Fora isso, está para sair em breve também a edição Européia, pelo selo Espanhol Hecatombe Records. No geral, o álbum rolou muito bem, por se tratar de um álbum de estréia. Inclusive no momento estamos com poucas unidades de CDs para vender em shows, que com certeza durarão apenas para as próximos datas marcadas da tour nacional, que começará logo em breve.
E a banda, faz tudo na raça, por conta própria?
Bem, o fundamental pra uma banda é a música, mas nesses tempos atuais de dinamismo, os músicos de uma banda, e aí incluo a gente no bolo, precisam ser também aqueles que fecham os shows, que cuidam do lance da web, ajeitam entrevistas, divulgam a banda, etc. Temos parceiros espalhados por vários lugares que nos ajudam muito. Temos por exemplo, ajuda na promoção no Brasil - e na Europa, em um menor tamanho - mas no geral é a banda sim que faz acontecer. De apoios, além da Vingança Music e Hecatombe Records que nos ajudaram ao colocar o álbum no Mercado e a promover nosso nome, temos parceria com o luthier Arlindo Carraro, que trabalha na Obradec de São Bernardo do Campo e que apoia meus lances desde 2010 regulando os equipamentos das bandas que passei e que abraçou sinceramente a Blackning, temos a Mosher Clothing, uma empresa de vestuário de Portugal, que dá uma baita força na divulgação da banda por lá também, tem o estúdio Rising Power de Santo André, estúdio do André Alves (das bandas Nitrominds e Statues on Fire, aqui da nossa região), que também nos ajuda de várias maneiras, além de outros que fazem com que nosso trabalho seja mais eficiente.
Essa banda marca um novo passo na sua carreira. Dá para dizer que o Blackning é uma extensão do que você fazia no Andralls ou é algo diferente agora?
Ao montarmos a BLACKNING, Elvis e eu nos propusemos a fazer algo pesado e “porrada”, que em alguns momentos pode até remeter o que fiz na minha ex-banda, por ter a minha pegada, mas não nos prendemos em nenhum momento em fazer algo forçado. O que saiu é bem sincero e segue a linha “mais porrada” do Thrash Metal, mas diferentemente do que fazia anteriormente, a BLACKNING também tem levadas cadenciadas, melodias, um trabalho mais cuidadoso na parte lírica e na forma de cantar, enfim, vejo como uma evolução natural até mesmo na minha forma de compor e tocar as minhas partes, assim como para o Elvis e o Francisco.
Quanto tempo demorou para escrever, arranjar, gravar e terminar Order of Chaos?
O ano de 2014 foi dedicado exclusivamente à estruturação da banda. Logo no início de Janeiro daquele ano começamos a compor os instrumentais das músicas, terminando no final de Março. De Abril à Maio fizemos a pré-produção junto com o produtor Fabiano Penna, finalizando logo que o Francisco entrou na BLACKNING, ajudando a resolver a parte musical, letras e rítmicas de voz. Já as gravações aconteceram durante a copa do mundo, entre Junho e Agosto, em estúdios variados, entre eles o Acústica, de São Caetano do Sul. A mixagem aconteceu em Setembro e a masterização ocorreu no início de Outubro. A Vingança Music mandou o “Order of Chaos” pra fábrica na primeira semana de Outubro e em Dezembro o álbum físico foi lançado. Gastamos quase 1 ano exato para fazer tudo, mas sabíamos que o prazo seria esse já no início da banda, por experiência, trabalhando com cronogramas possíveis, para viabilizar todas as etapas do processo.
Vocês trazem forte influência do thrash dos anos 1980. Estou errado?
Ouvimos de tudo e acaba pintando um pouco desse “tudo” em nossa música. Se for analisar com calma, você pode encontrar influências de Punk, Death Metal, Hard Core, Thrash Metal ‘80s, etc. Sempre tem um detalhe ou outro que inserimos para tirar a fórmula quadrada de um único estilo, mas ninguém melhor do que o público para ouvir e tirar a conclusão. No geral, a forma de tocar da banda é o Thrash Metal, mas tentamos deixar o som mais interessante possível dentro da proposta da BLACKNING.
Do que tratam as letras?
Falam de temas do dia-a-dia, que você pode ver, por exemplo, na TV. Coisas que afligem a sociedade, incomodam e que não tem como deixar de lado.
E o que serve de inspiração para seus temas e para a sonoridade?
Tudo o que incomoda, servindo com válvula de escape pra gente, como política, religião, violência, censura, preconceito, entre outros. Já na parte positiva, a determinação e vontade de vencer na vida, não no lado financeiro, mas sim na busca interna, também inspira. De sonoridade, o que nos inspira são aqueles sons que gostamos e ouvimos desde moleques, do rock ‘n roll aos estilos mais extremos. São muitas bandas e artistas que acabam fazendo nossa cabeça funcionar melhor durante a composição.
Acha que a música, além de entreter, tem como função alertar, fazer refletir, denunciar?
Com certeza. Uma música feita somente para ser vendida, sem conteúdo ou preocupação com quem pode consumi-la, na minha opinião, nem deveria existir. A música existe como entretenimento há muito tempo, ainda que vinculada com a dança, que acabou sendo adaptada pra cada estilo musical, mas a parte lírica tem que ser feita com cuidado, para fazer o ouvinte pensar e viver uma experiência, junto com a harmonia musical em sí. Hoje a música é um produto, mas não precisa ser algo descartável, de apenas uma temporada. No rock, no punk e em outros estilos, a questão de alertar, refletir e denunciar é ainda mais latente, um pouco por remeter ao estilo musical, mais agressivo – portanto com temas mais pesados - e ainda mais por questão dos temas que os fãs do estilo se identificam ou se incomodam.
Uma curiosidade. Por qual razão escolheram cantar em inglês?
Questão de foco de trabalho. Poderíamos sim fazer temas em português, mas desde o começo a banda se propôs a fazer algo voltado pro “macro”, global, e não apenas para os fãs que falam um idioma específico. Questão também de querermos trabalhar forte o nome da banda em outros países. Não condeno quem canta em português, de maneira alguma, inclusive acho muito legal, mas na nossa opinião, pra atingirmos um público maior, teríamos de apresentar um trabalho em inglês, por ser o idioma universal entre-países e pro estilo musical, salvo raras exceções. Tivemos dezenas de resenhas internacionais do nosso trabalho de estréia, e fico pensando em como o ouvinte de lá ia interpretar nosso som, ouvindo uma letra num idioma que não é familiar à ele. Por exemplo, imagina você ouvir uma música em polaco: você pode até curtir a música em sí, mas a parte lírica perde sua força e todo o trabalho de passar uma mensagem pode ir por água abaixo. Para não dizer que não temos algo composto em nosso idioma, no “Order of Chaos” tem o som “Censored Season”, com trechos em português, por se tratar de um tema sobre censura, e a galera daqui gosta muito desse som quando a tocamos ao vivo.
Tem alguma música preferida sua nesse disco?
Eu gosto de todas, mas as músicas que viraram clipes (“Thy Will Be Done” e “Unleash Your Hell”) são as que me mais me identifiquei, mesmo a primeira sendo mais na veia “Thrash” e a outra mais “Metal simples”. Mas é complicado, pra quem compõe, todas as músicas têm sua importância dentro do contexto. É cliché, mas cada música é como se fosse um filho, não dá pra ter preferência por um ou por outro.
O disco será lançado na Europa. Como aconteceu isso e quão importante para a banda é esse lançamento lá?
Sim, sairá em breve. Teve um atraso muito grande entre o período definido com a gravadora de lá e a banda, atraso esse ocasionado por causa deles, mas acredito que até o fim desse ano teremos aqui em mãos a versão Européia do “Order of Chaos”. Pra gente é muito legal ter o reconhecimento de pessoas de outros países, outras culturas, com outras experiências de vida, mas levamos tudo isso com tranquilidade e pé no chão, pois hoje em dia o trabalho de uma gravadora nada mais é do que servir como um banco, que investe antes na banda para obter lucro depois, mesmo que pequeno. Pra banda que corre atrás de tudo, ou quase tudo, como o nosso caso, não muda muito, apenas fortalece o trabalho que está acontecendo. Mas com certeza foi uma conquista importante, pois tudo isso está relacionado ainda ao nosso primeiro álbum, lançado apenas há pouco mais de 9 meses. Com certeza esse lançamento ajudará bastante a banda por lá.
Impossível negar que o ABC é celeiro de bandas e músicos. Como avalia a cena hoje?
A cena existe, com certeza. Temos organizadores focados em fazer girar a região, como o Eduardo Vieira da Ataque Extremo (vocalista da banda Absyde) e o Tiago Claro da TC7 Produções (guitarrista da banda Seventh Seal), que têm trazido shows legais pro público da região. Tem também alguns eventos pontuais das prefeituras da região, mas esses vejo com olhos mais críticos, pois muitas vezes esbarram em burocracias e questões que vão além do que enxergo como correto, mesmo tendo o apoio das pessoas dentro dos departamentos de cultura de cada cidade daqui. Eu mesmo sendo da cidade, nunca consegui tocar em eventos da prefeitura de Santo André, mesmo deixando cada lançamento na mão deles, com material completo e com uma apresentação caprichada. Como músico, já toquei mais vezes, por exemplo, no interior da Bahia e no Acre, do que aqui na nossa região, mas acredito que tudo é no seu tempo. Mas no geral, aqui no ABC, as bandas estão direcionadas, focadas e trabalhando bem, cada uma com sua estratégia própria para fazer o seu nome ser divulgado aqui e para fora.
Quais os próximos planos?
Pra já, temos 11 shows marcados para nossa primeira turnê nacional, a “ORDER OF CHAOS TOUR”, que acontecerá entre os meses de Outubro a Dezembro desse ano, divulgando nosso álbum de estréia. Nessa turnê cruzaremos 9 diferentes estados, até o momento, passando pelo Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil. Para Fevereiro, entraremos em estúdio para gravar nosso segundo álbum, com previsão de lançamento para Julho de 2016. No paralelo, estamos alinhando shows em outros estados do Brasil e iniciando a organização da nossa primeira turnê européia, que ocorrerá entre Setembro/Outubro do ano que vem, já divulgando o segundo CD. Estou conversando com alguns outros selos de lá para o possível lançamento desse outro trabalho e pensando em estratégias de como alastrar o nome da banda, aumentando a exposição. A composição do cd está a mil e posso adiantar, mesmo sendo suspeito pra falar, que este novo trabalho está mais legal do que o primeiro. Uma nova evolução. Estamos correndo, da melhor maneira possível, para fazer as coisas do jeito que consideramos correto e divulgar nosso trabalho.
Quer dizer algo mais?
Aproveito para convidar aos leitores e fãs do estilo para comparecerem no nosso show de sábado, 03/10/15, que ocorrerá na Troppo – Avenida Goiás, 1462, em São Caetano do Sul – e prestigiar a cena. Esse show terá várias ótimas bandas divulgando trabalho autoral, e lá poderá conferir o trabalho de todos que batalham para promover seu trabalho. No mais, visitem nossas páginas na web, conheçam a BLACKNING e fiquem ligados que em breve terá mais novidades. Grande abraço!
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