
E mesmo após quatro décadas de seu lançamento, basta escutar canções como a faixa homônima – grande clássico da banda britânica Jethro Tull – ou a bela ‘Cross-Eyed Mary’ para perceber que não, o álbum não envelheceu nada. Ele continua apetitoso, grandioso, educado e furioso, quando necessário.
O fato é que, mesmo soando novo em folha, ‘Aqualung’ apaga as velinhas de aniversário e ganha edição especial (EMI, R$ 40 em média). Além de trazer as 11 faixas originais – que para a edição ganharam nova mixagem – compostas por Ian Anderson, flautista, vocalista e líder do Jethro, a versão chega às prateleiras em formato digipack, com CD bônus e um livreto de 36 páginas recheado por belas fotos.


As composições, recheadas por arranjos cuidadosos, são capazes de emocionar qualquer um. Três delas já bastariam para glorificar o disco, mas não. Ele é lindo desde o primeiro instante de ‘Aqualung’ – faixa que abre a obra -, passando por preciosidades como ‘Mother Goose’ ou a encantadora ‘Wond’ring Aloud’, até a última nota de ‘Wind-Up.
‘Aqualung’ é daqueles discos mágicos, criados naqueles momentos em que algo especial paira sob os músicos e os prestigia com tamanha magnificência. Magnificência capaz de eternizar a arte.
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