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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Joss Stone resgata suas influências

Joss Stone, a inglesinha de rosto meigo e jeito encantador que, com seu vozeirão de cantora norte-americana de blues, conquistou o mundo em 2003 com seu disco de estreia, 'Soul Sessions Vol 1' - trabalho com regravações de nomes como John Ellison e Aretha Franklin -, retoma o projeto que a anunciou ao universo da música.

Após shows pelo mundo todo e outros cinco discos solo - já com canções autorais também -, além de trabalhos como 'Superheavy', com o líder dos Rolling Stones, Mick Jagger, ela tira do bolso 'The Soul Sessions Vol 2'. (Warner Music, R$ 29,90 em média). Mais madura, e com extremo bom gosto, Joss pincelou ricas composições do cancioneiro soul e R&B e mergulha em obras que a influenciam desde pequena.

A cantora coloca no mesmo menu nomes como o compositor norte-americano Eddie Floyd, de quem regravou a música 'I Don't Wanna Be With Nobody But You', e o britânico Tim Renwick, que tem agora a dançante 'Sideways Shuffle' ilustrada pela poderosa voz de Joss.

No total são 11 faixas que recheiam a nova obra da britânica de 25 anos. Ela usa como palco composições como 'Stoned Out Of My Kind', faixa gravada também pela cantora de soul Barbara Acklin.

Acompanhada por dez músicos e parafernália de instrumentos como trompete, trombone, saxofone, piano, percussão, guitarra, contrabaixo e bateria, ela tempera o disco com muito suingue e coro vocal. Arranjos orquestrados também não ficam de fora, caso de 'Teardrops'.

Os melhores momentos do álbum ficam por conta da delicada 'When You Can Tell Me Goodbye', com arranjos precisos de violão e violino, e da canção de protesto '(For God's Sake) Give More Power to the People'.

Não que Joss Stone precisasse de outro disco de regravações para se firmar, ou porque tinha de lançar algo - seu último trabalho de estúdio saiu há um ano -, mas talvez fosse apenas uma maneira de reviver essas canções.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Joss Stone sempre bela e talentosa

O sorriso encantador estampado no rosto angelical e os pés sempre descalços nas apresentações já viraram marca registrada da bela cantora britânica Joss Stone. Sua música exala elegância e bom gosto e, desde o primeiro álbum, 'The Soul Sessions', lançado em 2003, ela arranca suspiros dos apaixonados por música pelos quatro cantos do planeta.

Hoje, aos 24 anos, e mais de 11 milhões de discos vendidos, a cantora e compositora continua esbanjando talento com seu vozeirão em 'LP1' (Sony Music, R$ 25 em média), quinto álbum da carreira e primeiro realizado por seu selo, o Stone'd Records. Em tempos onde opções musicais aparecem aos montes, Joss se mantém firme, forte e cheia de vida. E não seria diferente.

A receita de 'LP1' é bastante semelhante a seus últimos trabalhos. Em sua bagagem estão o blues, o soul e é claro, o jazz, que ditam as regras nas dez composições que ilustram o disco. O álbum dança bem com o suingue da composição 'Karma'.

Músicas como 'Newborn', 'Last One To Know' e 'Cry Myself To Sleep' servem de cenário para que Joss deixe sua voz passear sem a menor preocupação. Bem arranjado, o disco tem produção assinada por Joss ao lado de Dave Stewart, cofundador do Eurythmics. 'Landlord' é música que parece ter saído da cidade norte-americana de Louisiana. O blues preparado com voz e violão apenas é um dos destaques da obra.

'LP1' é delicioso mas não é seu melhor trabalho. Joss Stone não tem cara de quem trata música como mercadoria, e basta escutar o que já fez para entender. Ela não abandonou as raízes até agora, tampouco saiu do clima que trilha desde o início. E isso já é motivo para escutá-lo.

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