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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mickey Thomas em disco de covers


O ex-vocalista do Jefferson Starship, Mickey Thomas, lançou recentemente um disco somente com covers. Entre as releituras estão sons de bandas como Rolling Stones, Beatles, Oasis, Bob Seger, Peter Gabriel, entre outras.

Marauder foi lançado pela gravadora Gigatone Music e pode ser encomendado pelo site do Amazon. Segue abaixo o track-list do lançamento:

1. Gimme Shelter
2. Sledgehammer
3. Maybe I'm Amazed
4. Champagne Supernova
5. Rain
6. Chasing Cars
7. Across the Universe
8. Supermassive Black Hole
9. Voices
10. Oh! Darling
11. Delta Lady
12. Hollywood Nights
13. Life Is a Highway
14. Moneytalks
15. Tempted
16. Wah Wah

terça-feira, 12 de abril de 2011

Liam Gallagher tira disco do forno

O desespero em nada adiantou aos fãs do Oasis quando souberam do fim do grupo britânico. A banda continua separada e sabe-se lá se voltará a tocar junta. Mas enquanto isso não acontece, o vocalista Liam Gallagher resolveu juntar forças com os guitarristas e ex-Oasis Gem Archer e Andy Bello e, ao lado do baterista Chris Sharrock, tira do forno Different Gear, Still Speedin (Sony Music, R$ 25 em média), disco de estreia do Beady Eye.

Há quem não goste do trabalho do Oasis, mas não tem como negar a importância e a popularidade impressionantes que o grupo conquistou com suor. Se você espera de Beady Eye algo muito diferente dos
trabalhos de Liam junto ao Oasis, se deu mal. Ou não. A nova empreitada tem algo muito positivo, e talvez seja o tempero que mais se destaca no disco: a naturalidade das canções e o espaço que Liam encontrou para soar livre e passear com sua voz como bem entende. O álbum de capa retrô chega recheado por 13 composições assinadas pelos músicos. Four Letter Word, música que abre o menu, é repleta de efeitos de guitarra. Suja e ardida, poderia muito bem figurar em qualquer álbum da antiga banda. O grupo surpreende logo de início com Millionaire.

De harmonia deliciosa, a composição de pouco mais de três minutos traz sonoridade anos 1960 e chega a ser dançante. Se há algo do qual Liam não consegue ou talvez não queira se livrar, é da forte influência que os Beatles têm até hoje em suas músicas. E isso sempre foi positivo em sua carreira, mas, desta vez, na canção The Roller, o vocalista forçou a barra tentando soar mais Lennon do que o próprio John.

Ok, não dá para dizer também que o vocalista colocou tudo a perder por uma única falha. Wind Up Dream compensa, é faixa que merece carinho ao ser apreciada. O riff singelo de guitarra ganha força junto aos demais instrumentos. O vocal de Liam é divertido, alto-astral, e a canção convida o ouvinte a cantar.
Durante todo o tempo e, propositadamente, o disco soa ‘vintage’ e até datado em alguns momentos. Mas isso passa longe de ser ponto negativo. Rock regado a arranjos de piano e vocais femininos, Bring the Light chega para esquentar o passeio sonoro.

A banda tira do bolso ótimas ideias, caso da delicada For Anyone. De arranjos cuidadosos, a composição é, ao lado da bela balada Kill For A Dream, um dos grandes momentos de Different Gear, Still Speedin.
Standing On The Edge Of Noise é o momento sujo do álbum. O vocal rasgado, as guitarras distorcidas e a ótima harmonia do baixo fazem valer a composição. O disco respira bem, tem força em músicas sujas, descansa em canções tranquilas como Wigwam e The Beat Goes On e desacelera em baladas como The Morning Sun. No geral, Different Gear, Still Speedin é tranquilo, de clima ameno e sim, é inegável a presença do espírito Oasis.

Até poderia ser diferente, mas não é. E tudo bem.
Acha ruim? Ok, mas será que lá no fundo não é isso que os fãs estavam querendo?

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