As notas certeiras e a harmonia de tirar o fôlego presentes em Back To The Blues (ST2 Records, R$ 19,90 em média), novo disco de estúdio do grupo Ari Borger Quartet, são resultado das duas décadas de experiência que o músico Ari Borger acumula.Além disso, os improvisos que apareceram no estúdio, durante as gravações, ficaram no registro. "Todos foram realmente feitos no momento, não foram decorados, como se fosse um show ao vivo", afirma.
Entre as nove faixas que recheiam o disco, cinco são autorais, caso da animada 'Boogie Train' e de 'Coming Home', dona de diversos arranjos. Borger conta que não há regras para escrever músicas. "Às vezes surge do nada uma levada ou um contrabaixo que faço na mão esquerda, ou uma melodia que vem à cabeça. Faço um bom esboço da música com introdução, tema, onde será o improviso e lapidamos todos juntos", diz.
Em meio à parafernália que o quarteto levou ao estúdio estavam um piano acústico, um orgão Hammond B3 de 1957, diversas guitarras e contrabaixos, amplificadores e a bateria. Tudo para procurar captar a melhor sonoridade possível.
Por se tratar de registro ao vivo, o disco mostra um entrosamento e cumplicidade musical grandes entre os músicos. "Consigo ter uma personalidade e marcas próprias, o que gera uma autenticidade musical."
