Lady
Gaga é daquelas artistas que chutam barreiras impostas por quem quer
que seja. Ela é o que quiser e pronto. Versátil, conversa com
artistas diversos, tanto que já se apresentou com nomes como Brian
May, guitarrista do britânico Queen, com o cantor Tony Bennett, e é
muito respeitada por figuras como o veterano roqueiro Alice Cooper.
Ela
lança agora Joanne (Universal Music, R$ 27,90, em média), disco de
inéditas e quinto de estúdio, que estreou nesta semana no topo da
lista norte-americana Billboard 200, desbancando Leonard Cohen e
Michael Bublé. A nova empreitada da popstar coloca fim ao hiato de
três anos sem trabalho de inéditas – o anterior foi Artpop – e
mostra a artista caminhando por outros universos, sem medo.

Limpo,
o disco dá mais lugar aos instrumentos que aos efeitos eletrônicos,
tanto que há harpa, percussão, cordas, bateria encorpada e
contrabaixo, entre outros. Isso dá mais espaço para a voz da
artista se sobressair, como na canção Come To Mama, que tem até
arranjos de instrumentos de sopro. Em Diamond Hear, que abre a obra,
sua voz rasgada já mostra o direcionamento do álbum. Sinner’s
Pray tem pitadinha country, para quebrar preconceitos e mostrar que a
arte é livre.
O
disco conta com a guitarra de Josh Homme, da banda norte-americana
Queens Of The Stone Age. Em Hey Girl, R&B de sutil veia
feminista, Lady Gaga conta com a participação de Florence Welch, da
banda Florence and the Machine. Regada por cordas de violão, a faixa
que dá nome ao disco remete aos tempos de Joni Mitchell em
Woodstock, nos anos 1960. Uma preciosidade.
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