
Os álbuns foram lançados pela Discos Marcus Pereira, ainda novata naquele tempo. E tudo deu certo graças, também, ao empenho do produtor musical João Carlos Botezelli, o Pelão, que não desistiu da tarefa de gravar o carioca. Do primeiro, saltam pérolas como Disfarça e Chora, Corra e Olhe o Céu e a poética Alvorada, resultado de trabalho de três dias em estúdio sob os arranjos de Horondino José da Silva, o Dino 7 Cordas.
O CD de 1976 foi bem recebido. O disco anterior havia vendido 50 mil cópias em menos de um ano. Pela primeira vez Cartola vivia apenas da renda de sua arte. O álbum, um clássico, assim como o anterior, é ilustrado por temas como O Mundo é um Moinho, Aconteceu e As Rosas Não Falam. O trabalho conta com a participação especial de Creusa, filha de criação de Cartola, em duas faixas, Ensaboa e Sala de Recepção.
O terceiro álbum da caixa, Tempos Idos, é uma compilação de todas as músicas do compositor lançadas entre 1967 e 1976 em discos de outros artistas e em projetos de selos como Copacabana, Tapecar e Odeon, entre outros. Entre as faixas estão Pranto de Poeta, Mangueira e Praça Onze, todas parte de uma seleção de sambas da Mangueira, que conta com a participação de Clementina de Jesus e Elizeth Cardoso. Destaque para quatro registros gravados ao vivo, pincelados do disco 100 Anos de Música Popular Brasileira, de 1975. Além do medley Divina Dama/Quem Me Vê Sorrindo, estão O Sol Nascerá, Alvorada e Acontece.
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