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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Glenn Hughes em plena forma


Pouco mais de 1 ano depois da última passagem pelo Brasil, Glenn Hughes voltou. O show que não faz parte de uma turnê específica, serve mais de aquecimento para a tour da super banda Black Country Communion, que terá início no final de dezembro.


A apresentação de sábado, no Carioca Club, em São Paulo, mostrou mais uma vez porque Glenn tem o apelido de "The Voice of Rock". Com um set bem balanceado, mesclando clássicos do Deep Purple e do Trapeze com músicas muito interessantes de sua carreira-solo, o baixista e vocalista fez um de seus melhores shows no país.


A abertura ficou por conta de Muscle and Blood, do disco Hughes/Thrall. A música, com sua pegada mais pesada, foi uma boa pedida. Glenn não tocava este som desde a turnê de From Now On..., de 1994 e que teve o excelente Burning Japan Live como principal marca. Na sequência, a boa Touch My Life, clássico do Trapeze, recebeu uma versão um pouco mais lenta, mas que ainda assim não ficou longe da original.


Com o público bem animado, foi vez de homenagear o Purple. A escolhida foi Sail Away, do clássico Burn. Com seu riff marcante e vocal poderoso, nem parecia que o som se aproxima dos 40 anos.


Em seguida aconteceu a primeira surpresa da noite. Glenn falou sobre o supergrupo Black Country Communion e anunciou a música Medusa, que começa como uma balada, mas vai crescendo até virar um rock bem pesado.


Sem perder o pique, o músico emendou You Kill Me, do álbum The Way It Is, com suas distorções no teclado, que em sua versão original tem ninguém menos que Keith Emerson.


Can't Stop the Flood, música seguinte, foi muito bem recebida e era possível perceber que boa parte do público conhecia a pedrada, que abriu caminho para Mistreated, precedida por um solo do guitarrista Soren Andersen. É desnecessário falar qualquer coisa sobre a música e também sobre a performance de Glenn.


Na parte final do show, o artista trouxe mais sons pesados, como Keepin' Time, do Trapeze, Stormbringer, clássico absoluto do Purple, e Soul Mover.


O bis ficou com Addiction, pesada e autobiográfica, e Burn, que fecha com chave de ouro qualquer show de rock. Desta vez, Glenn Hughes optou por um set mais abrangente, o que foi uma escolhe acertada, já que muitos sons de sua carreira mais atenção. Agora é esperar por uma visita do Black Country Communion.
Set-List
Muscle and Blood
Touch My Life
Sail Away
Medusa
You Kill Me
Can't Stop the Flood
Mistreated
Keepin' Time
Stormbringer
Soul Mover
Bis
Addiction
Burn

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Supergrupo da pesada




Vira e mexe o rock nos revela alguns supergrupos. Ainda nos anos 60, tivemos o Blind Faith, formado por Eric Clapton e Steve Winwood, como principal tradução do que seria uma banda formada por músicos já consagrados.




Mas sem querer comparar e passando muitos anos adiante, temos agora o Black Country. Formado pelo lendário vocalista e baixista Glenn Hughes (Deep Purple, Black Sabbath e Trapeze), pelo guitarrista Joe Bonamassa, pelo tecladista Derek Sherenian (Dream Theater, Alice Cooper, Billy Idol) e pelo grande baterista Jason Bonham (UFO, Foreigner e por que não Led Zeppelin), o grupo tem tudo para ser a grande novidade do rock neste ano.




A banda já tem seis músicas prontas e deve retomar as gravações em março. O disco, que deve ser lançado no final de 2010, está sendo produzido por Kevin Shirley, que já trabalhou com Led Zeppelin, Iron Maiden, Dream Theater, Aerosmith, entre outras bandas. O nome do grupo foi escolhido por conta da região que tanto Glenn quanto Jason nasceram.




Resta esperar para ver o tamanho do estrago, já que uma turnê está sendo cogitada para divulgar o trabalho.

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