terça-feira, 22 de outubro de 2013

Baterista Nenê completa 50 anos de carreira

Criador de composições ousadas, desafiadoras e ao mesmo tempo elegantes, o baterista Realcino Lima Filho, conhecido como Nenê, comemora os 50 anos de carreira e tira do forno o álbum Inverno (Selo Sesc, R$ 20 em média), 12º de sua discografia.

Leia entrevista com o músico:

Esse é o 12º disco. Como é possível se reinventar após tantos trabalhos?
Através do estudo e prática constante, tanto minha como do Alberto e do Írio. A preocupação com o tempo em que vivemos. Temos ensaios regulares com a renovação constante do repertório. 

Mudou algo na hora de gravar do que é hoje para os anos 1970, por exemplo? Pergunto isso, pois sua música é orgânica.
O nosso modo de gravar não mudou nada, sempre gravamos o que realmente aconteceu na gravação, não recortamos nada, nada de overdub. O que está no CD é o que realmente tocamos naquele momento.

Tem improviso na hora da gravação ou tudo já está muito bem organizado?
Têm os temas com os arranjos das músicas, mas a parte da improvisação é livre. Acontece o que cada um sentir.

Como é escrever suas canções, de onde brota a inspiração?
A inspiração vem do trabalho, depois de tanta experiência você desenvolve um sistema de composição própria, baseado na inspiração e na técnica, componho todas minhas músicas no piano.

De onde surgiu a ideia para o nome do novo disco?
Eu já tinha ouvido as quatro estações do Vivaldi e eu sempre gostei muito de homenagear pessoas ou países. As quatro estações no Rio grande do Sul, onde nasci, são muito marcantes. Assim como na Europa, onde vivi por 12 anos. Portanto, isso me inspirou a compor essa quadrilogia, Outono, Inverno, Primavera e Verão.

Esse é o segundo disco com esse time de músicos. Como é trabalhar com eles?
Trabalhar com Írio e o Alberto é ótimo. São dois músicos extremamente competentes. Esse trabalho com eles modificou minha linha de composição porque eu pude desenvolver uma composição mais sofisticada devido ao alto nível técnico e musical que eles possuem.

O senhor está comemorando 50 anos de carreira. Foi difícil se consagrar como baterista no Brasil?
Ainda não me considero consagrado. Eu vou buscar até o fim da minha vida a realização no aspecto musical. Eu acho que a gente deveria viver pelo menos uns 180 anos para poder realizar o sonho musical realmente. Meu pensamento funciona através da música.

O senhor encontra dificuldade em divulgar seu trabalho?
Encontro dificuldade porque a musica instrumental não tem acesso a mídia, tirando o Sesc e a rádio Cultura, a gente não consegui acesso algum. Embora a imprensa reclame da censura, nós somos censurados por ela e isso não é democrático.

Qual a maior dificuldade que passou na carreira?
Eu nunca passei dificuldade na carreira. Nunca me preocupei com problema econômico, comecei muito novo e em toda minha existência, até agora, sempre me preocupei com a música.

E quais suas melhores lembranças dessa trajetória até agora?
São várias, desde quando era bem garoto, ia na rádio Farroupilha para assistir os programas musicais ao vivo, programas de auditório, até todo o período em que toquei com grandes músicos brasileiros e internacionais: Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Elis Regina, Milton Nascimento, entre muitos. E também agora, com o trio, que considero o momento mais importante da minha carreira. 

Uma curiosidade. Como a música surgiu em sua vida e quando decidiu que tomaria esse caminho?
Nasci músico. Com 4, 5 anos ganhei um pandeiro da minha mãe e foi aí que tudo começou. Depois ganhei um acordeom do meu pai. Isso foi o início de tudo. Sempre fui músico.

Quais os próximos planos?
Dar continuidade com o trabalho do trio, conseguir completar a quadrilogia, gravando os CDs Primavera e Verão. Já estamos prontos para entrar em estúdio. E também o projeto do trio com orquestras, com arranjos e composições de minha autoria.

Fotos: Felipe Pepe Guimarães/Divulgação

Dica do dia

Conhece o Grand Magus?
A banda sueca tirou do forno o álbum The Hunt, trabalho que marca a estreia do baterista Ludwig Witt na banda.

Conhecido pelo trabalho com pegada stoner que fez em outros discos, agora o trio formado também por JB Christofferson (voz e guitarra ) e Fox Skinner (contrabaixo) aposta em sonoridade mais heavy metal no sexto disco da carreira.

Baita trabalho. Confira uma das músicas no link ao lado.Quer saber mais sobre a banda?
Clique aqui para ver o site oficial.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Veja novo vídeo do Korn

Sabe o Korn?

Isso, essa banda que fez um dos melhores shows no Monsters of Rock, em São Paulo, no último fim de semana.

O grupo norte-americano está de disco novo, The Paradigm Shift. Confira no link o vídeo da faixa Love & Meth.

Tony Iommi abre o jogo em autobiografia

Uma das figuras mais emblemáticas do cenário roqueiro mundial, Tony Iommi resolveu ilustrar as páginas do livro Iron Man – Minha jornada Com o Black Sabbath (Editora Planeta, 400 páginas, R$ 39,90 em média) com o que todo fã de Black Sabbath gostaria de saber.
A autobiografia trata da história do guitarrista da lendária banda britânica Black Sabbath e que atualmente divide seu tempo entre turnês e a luta contra o linfoma.
Iommi mergulha na infância, fala da vida pobre junto dos pais, e é claro, da paixão pela música. As histórias são narradas com lignuagem informal. Ao longo das páginas o leitor se depara com histórias como quando o músico perdeu a ponta de dois dedos da mão esquerda, o que quase o impossibilitou de tocar guitarra.
Mas interessantes mesmo são os causos vividos ao lado dos companheiros Ozzy Osbourne, Bill Ward e Geezer Butler. O músico fala do pai, que era brasileiro, e de momentos como o show que fez em São Paulo em 1992. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sepultura em disco furioso

Se a ideia é soar furioso, coeso e renovado, o Sepultura acertou em cheio. O grupo tira do forno seu 13º disco de estúdio, The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (Substancial Music, R$ 25 em média), título que coloca fim ao hiato de dois anos desde seu último trabalho, Kairos.
Para a nova empreitada, que chega às prateleiras a partir do dia 25, o quarteto resolveu resgatar uma antiga parceria, com o produtor Ross Robinson. O Sepultura havia trabalhado com ele há 18 anos, quando lançou um de seus mais conhecidos discos, Roots.
O álbum sai do forno recheado com dez composições regidas por riffs poderosos de guitarra de Andreas Kisser, que vez ou outra dão lugar ao groove, como na faixa Manipulation Is Tragedy.
Esse é também o primeiro disco com o músico andreense Eloy Casagrande a cargo das baquetas. “Escutei falar do Eloy em Santo André. Os filhos do Iggor (Cavalera) estudavam na mesma escola que ele. Foi em 2004, 2005. Acompanhei o Eloy meio de longe, em alguns programas de TV, depois tocando com André Matos e por último no Gloria”, diz Kisser.
“Agora a banda é mais do ABC do que de Belo Horizonte. Até a Monika (empresária) é do ABC”, brinca Kisser. “E eu não podia recusar esse convite”, diz o baterista. Kisser, que nasceu em São Bernardo, diz que o Sepultura tem uma relação próxima com a região. 
O guitarrista conta que o Sepultura ensaiou muito em Santo André, na época do Arise, do Chaos A.D. “A primeira música que escrevemos do Chaos A.D. foi Propaganda, e ela foi feita em Santo André, na casa de um amigo meu. A gente ensaiava lá. Eu conheci o Max e o Iggor em Santo André. O ABC sempre teve essa tradição headbanger. E foi ali que realmente tudo aconteceu.
“Espero que esse disco nos faça tocar no Grande ABC de novo. Nunca tocamos em São Caetano e São Bernardo”, diz Kisser.
Kisser conta que nesse disco ele e o baterista praticamente escreveram todo o conceito musical. “Eu e o Derrick fizemos as letras. Ele vem com as linhas melódicas. O Paulo está sempre no ensaio colocando as linhas melódicas. Foi uma química espetacular, com total liberdade de ação de todo mundo.”
The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart não abandona a sonoridade criada pelo Sepultura ao longo dos anos. Mas ainda assim é um disco que olha para a frente e não se prende muito a receitas.
O cantor Derrick Green solta a voz gutural e alterna trechos de calmaria, tendo frases de bateria e do contrabaixo de Paulo Jr. como pano de fundo. Kisser conta que não é difícil trazer algo novo para o som da banda.
“Tentar copiar o Chaos A.D., por exemplo, a gente até consegue. Mas iria soar como uma coisa patética. A gente ia se sentir escravo de uma situação, preso a uma ideia que não é real. Temos de viver o presente, não o passado”, afirma Kisser.
Ele conta que a inovação musical é algo que funciona naturalmente. “Temos o privilégio de viajar o mundo, de conhecer países. Toda turnê, desde 1989, vamos a algum lugar diferente. Isso mantém nossa cabeça jovem, cheia de ideias, sempre com aquela vontade de fazer coisas diferentes. A característica do Sepultura não muda. A gente é o que é, tocamos dessa maneira.” 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Anathema - Galeria de Fotos - Carioca Club - 13/10/2013

Depois de muita espera os ingleses do Anathema voltaram à São Paulo, lotaram o Carioca Club e fizeram um show sensacional. Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

domingo, 6 de outubro de 2013

The B-52's - Galeria de Fotos - HSBC Brasil - 05/10/2013

Ícones pop nos anos 80, o The B-52´s voltou à São Paulo e fez uma grande festa no HSBC Brasil. Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

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