
O concerto faz parte do projeto Álbum, que tem como meta
remontar períodos da música brasileira por meio de discos emblemáticos.
Com clima intimista e exalando energia, o Sepultura, que
agora conta com dois músicos do ABC, Andreas Kisser (guitarra) e Eloy
Casagrande (bateria), acompanhados por Derrick Green (voz) e Paulo Jr.
(contrabaixo), subiu ao palco por volta de 21h30.
O repertório foi ilustrado pelo disco homenageado de ponta a
ponta sem seguir necessariamente a ordem da gravação. Kisser, que esbanjou
carisma, não conseguiu esconder a emoção ao ver a casa cheia e interagindo com
o grupo.
Não faltaram faixas como Slave New World, Propaganda e
Biotech is Godzila. Ponto alto foi quando o Sepultura tirou do bolso a música
Territory, introduzida pela bateria de Casagrande. Outro grande momento ficou
por conta de Reufse/Resist, cantada em uníssono.

Momento curioso foi durante a execução do tema instrumental
Kaiowas. Kisser disse que “é o tema mais versátil que o Sepultura já escreveu.”
Com quase duas horas de duração a apresentação contou ainda com releituras
gravadas na época de Chãos A .D: The Hunt, originalmente gravada pelo New Model
Army; e Polícia, do Titãs.
Para fechar o show a banda apresentou ainda algumas faixas
de outros discos, como Arise, do disco homônimo, e Inner Self, do álbum Beneath
The Remains. Ainda houve tempo para anunciar o novo disco, The Mediator Bewteen
Head and Hands Must Be the Heart, que chega às lojas hoje.
O grupo se apresenta ainda hoje e amanhã, com ingressos
esgotados.
Fotos: Ronaldo Chavenco
Fotos: Ronaldo Chavenco
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