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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Álbuns de John Lennon ganham reedição

Vinícius Castelli
Músico em excelência, e músicas de excelência. Podem ser tratados assim tanto o cantor, guitarrista, pianista e compositor John Lennon, como suas canções.

Se fosse vivo, teria completado 70 anos em 9 de outubro, e sabe-se lá quantas pérolas mais não teria produzido. Sua obra, relançada agora em belíssimas edições e ainda desconhecida por muitos, vai além dos indiscutivelmente fantásticos álbuns gravados ao lado de Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Com o fim dos Beatles, anunciado por McCartney em 1970, Lennon, que já havia produzido os discos Two Virgins, Life With The Lions, Wedding Álbum, além do ao vivo Live Peace in Toronto, ainda nos anos 1960 – estes não fazem parte do pacote de relançamentos – mergulhou, ao lado de Yoko Ono, na carreira solo.
Com comemoração mundial, a obra do músico britânico cuja voz há mais de 40 anos cantou e lutou pela paz no mundo, está disponível em uma caixa batizada John Lennon Signature (EMI Records, R$ 1.000 em média), importada no mercado brasileiro.

A caixa traz, além dos oito discos de estúdio, dois outros álbuns – Home Tapes e Singles – com gravações caseiras inéditas e singles, além de um livro com textos escritos por Yoko Ono, Sean Lennon e Julian Lennon especialmente para a edição comemorativa.
Os discos foram remasterizados a partir das fitas originais e supervisionados pessoalmente por Yoko, que tratou de dar mais ênfase à voz do cantor e deixar a sua própria – quando canta junto – com menos destaque.

Para quem não pretende desembolsar muito dinheiro, há outra opção. Os títulos John Lennon/Plastic Ono Band, Imagine, Some Time in New York City, Mind Games, Walls and Bridges, Rock’n’ Roll, Double Fantasy/Stripped Down e Milk and Honey também podem ser adquiridos separadamente – estes sim, lançados no mercado brasileiro – e custam em média R$ 34,90 cada, com exceção do duplo Double Fantasy/Stripped Down (R$ 54 em média). Lançados em formato digipack, os discos contêm livreto com informação adicional, letras e fotos.

Estão disponíveis também duas compilações. A primeira, Gimme Some Truth (R$ 160 em média), traz quatro CDs. Na lista de canções estão Instant Karma!(We All Shine On), Steel And Glass, Mind Games e uma versão ao vivo para Yer Blues. No total são 72 composições.

A segunda é Power to the People: The Hits (R$ 39,90 em média). Entre as músicas escolhidas estão além da faixa homônima, Gimme Some Truth, Woman, Imagine, Give Peace a Chance e Jealous Guy. Há uma versão do álbum que traz também um DVD (R$ 59 em média) com 15 vídeos, entre eles, Whatever Gets You Thru the Night, Mind Games, Stand By Me e #9 Dream, por exemplo.

Se a sugestão é comemorar e relembrar a música de John, como a própria Yoko disse. “Acorde ouvindo a voz de John. Aproveite. Dance com ela em seu coração. Mantenha John perto de você. Ele ama você”. Então, chegou a chance.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

The Beatles com riqueza de detalhes

Se uma banda reuniu tanta história para contar em apenas uma década de vida, essa banda se chama The Beatles.

E se alguém teve a sorte e o prazer de conviver junto a eles, vivenciando o ápice, as loucuras e as brigas, essa pessoa se chama Barry Miles. O escritor britânico acompanhou de perto a vida dos FabFour.

O primeiro contato deu-se ainda em 1965, ano em que o baterista Ringo Starr se casou com Maureen Cox , a banda lançou o álbum Help e realizou o apoteótico show no Shea Stadium, em Nova York.

Dono de um acervo com informações preciosas sobre George Harrison, John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr, Miles traz com riqueza de detalhes no livro O Diário dos Beatles (Editora Madras, 384 págs., R$ 80) a rotina frenética que os garotos levaram durante a década ativa da banda e também da vida dos músicos antes dos Beatles.

Miles acompanhou várias sessões de gravação nos estúdios Abbey Road, principalmente as do lendário disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

O escritor conseguiu registrar toda a agenda vivida pelos músicos. Recheado por belas fotos, o livro traz cronologia completa com datas de shows, dias de gravações, compromissos e encontro com outros músicos.

Mas O Diário dos Beatles vai muito além disso, as páginas retratam sua explosão mundial, as brigas do grupo e ainda os últimos e tristes dias estampados nos rostos dos quatro garotos de Liverpool.
O contato com o sexo e as drogas também é abordado na obra.

O livro traz várias frases marcantes como “Elvis é bárbaro, mas suas músicas, um lixo”, de George Harrison. Ou uma das frases de maior impacto do grupo proferida por John Lennon: “O Cristianismo passará. Vai enfraquecer e encolher. Não há o que discutir. Eu estou certo e o tempo provará que estou. Somos, agora, mais populares que Jesus”.

Passados 40 anos do fim do grupo, os Beatles ainda estão aí, fortes e pulsando pelo mundo.
 
Coluna publicada hoje no caderno de Cultura do Diário do Grande ABC.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Hoje é o Dia Mundial do Rock


São mais de 50 anos desde seu surgimento. Durante esse tempo, milhares de discos maravilhosos nasceram e muitas histórias quase inacreditáveis foram vividas.


Com energia ímpar e sabor impagável, o rock já passou por muitas e muitas mãos e corações. É significado de rebeldia, boa música e, acima de tudo, de atitude.

Seja para matar a fome na Etiópia, como serviu o festival Live Aid, criado por Bob Geldof, em 1985, quando reuniu nomes como The Who, Queen, David Bowie e Black Sabbath, entre tantos outros, ou para festejar a música e a paz, como nos três dias de Woodstock, em 1969.

Essa música rebelde tirou gente das ruas, como relata o próprio cantor Ozzy Osbourne em sua recém-lançada autobiografia. Se não fosse pela música, talvez estaria trabalhando em uma fábrica qualquer na pequena cidade de Aston, onde cresceu, ou quem sabe na prisão.

O rock também escreveu histórias tristes. A vida, muitas vezes entorpecida, tirou músicos ilustres deste mundo. Paul Kossof, Janis Joplin, Jim Morrison, Sid Vicious, Bon Scott, por exemplo.
Sem contar outros desastres como o caso do ex-Beatle John Lennon, assassinado a tiros em Nova York.

O rock está eternizado pelas histórias que escreve dia após dia. Pelas mensagens passadas através das letras de músicas, por frases escritas pelas poderosas cordas das guitarras, ou por imagens, como aquela do eterno Jimi Hendrix incendiando sua guitarra no festival de música de Monterey, em 1967.

E sim, a energia gerada por uma banda de rock é impagável. Nada se compara a um concerto de rock.
Há quem diga que a indústria musical está quebrada, que o rock está morto!

O disco de vinil está voltando, a lentos passos, mas está. Inclusive no Brasil. E tem de se admitir: o sabor de escutar um disco de vinil, olhar os detalhes daquelas belas capas é outro. Quem precisa de todo esse ‘avanço tecnológico’ dos dias de hoje?

Neste ano, o Brasil recebeu a lendária banda ZZ Top, com mais de 40 anos de carreira, fez um show irretocável.

Johnny Winter, mestre do blues rock, também deu o ar da graça em noite apoteótica em São Paulo. Rush está por vir; Scorpions, um dos responsáveis pelo sucesso do primeiro festival Rock in Rio, realizado em 1985, no Rio de Janeiro, também vem ao País em turnê que encerra a carreira.

Ozzy Osbourne está com disco novo, o poderoso Iron Maiden também assinou novo álbum. Quadrophenia, obra-prima lançada pelo The Who em 1973, acabou de ser incluída na turnê que o grupo planeja para 2011.

Isso sem contar no mercado underground com centenas de excelentes bandas independentes surgindo. Grupos que produzem ótimos discos. Quebram pedra para conseguir um espaço, seja em festivais de porte pequeno ou nos porões empoeirados espalhados pelas tantas e tantas cidades ao redor do mundo. São bandas que fazem música livre, música honesta.

O rock está na estrada, nas casas, no mundo. Pulsa pelas veias e alimenta a alma.

Coluna publicada hoje no caderno de cultura do Diário do Grande ABC.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Obra de John Lennon é remasterizada



O músico John Lennon completaria no próximo dia 9 de outubro 70 anos de vida.
Para comemorar o aniversário, a EMI colocará nas prateleiras, oito álbuns clássicos gravados pelo britânico.

O projeto batizado John Lennon Gimme Some Truth, tem supervisão de Yoko Ono. Os títulos escolhidos estão sendo remasterizados digitalmente a partir das mixagens originais. Além de Allan Rouse, em Abbey Road , George Marino no Avatar Studios, em Nova York também está cuidando dos trabalhos.

Todos os álbuns ganharão embalagens em digipack que reproduzirão a arte original de cada álbum, além de folhetos e fotos.
Os discos escolhidos foram John Lennon/Plastic Ono Band (1970), Imagine (1971), Some Time In New York City (1972), Mind Games (1973), Walls and Bridges (1974), Rock ‘n’ Roll (1975), Double Fantasy Stripped Down (2010) / Double Fantasy (1980) e Milk and Honey (1984).

O álbum Double Fantasy, vencedor do Grammy de 'Melhor Álbum do Ano', terá uma nova versão remix – a 'Stripped Down' version remix – produzida por Yoko Ono e Jack Douglas.

Lennon, assassinado aos 40 anos, em 8 de dezembro de 1980, em Nova Iorque, foi dos mais importantes compositores e músicos de todos os tempos. Ao lado de Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, participou da banda de maior nome até hoje, os Beatles.

terça-feira, 29 de junho de 2010

E os Beatles invadem a América


Domingo, 15 de agosto de 1965, data em que os Beatles conquistaram a América. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr eram ainda jovens músicos e o mundo já se curvava diante deles.


No cardápio musical do grupo, já era possível degustar discos preciosos como Please Please Me, With the Beatles, A Hard Day’s Night, Beatles For Sale e Help, além de dois longas-metragens.

O Shea Stadium, palco de jogos de beisebol localizado na cidade de Nova York, foi o local escolhido para abrigar a um dos mais importantes eventos da música: O primeiro concerto de rock realizado em um grande estádio.
Tudo está registrado no DVD The Beatles – Live at Shea (Coqueiro Verde Records, R$ 30 em média).

Os músicos chegaram ao estádio em um carro blindado, e desde cedo já pagavam o preço da fama. Tudo o que McCartney gostaria, seria caminhar pelas ruas da cidade, em vez de conhecê-la a bordo de um helicóptero.
Com a pouca estrutura que o estádio oferecia, os Beatles saíram dos camarins, caminharam pelo campo até chegar ao palco diante de fãs quase fora de controle.

Naquela noite, os carismáticos garotos de Liverpool desfilaram suas canções, marginalizadas por tantos papais e mamães, diante de uma plateia estimada em 55 mil pessoas. Entre gritos e desmaios, o público eufórico, feminino em sua maioria, fez tanto barulho que era quase impossível escutar aos músicos.

Durante o concerto, os jovens ingleses sacaram dos bolsos nada mais nada menos do que canções como Twist and Shout, Ticket to Ride, o clássico absoluto Can’t Buy Me Love e A Hard Day’s Night, além de outros sucessos.

Não, os Beatles não foram apenas quatro garotos simpáticos que conquistavam os corações das menininhas. Mas sim uma banda de rock, em essência.
 
Coluna publicada hoje no caderno de Cultura do Diário do Grande ABC.

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