quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O bom e velho Led Zeppelin


A sensação que se tem, logo nas primeiras notas tocadas, é a de que um tesouro, que estava guardado a sete chaves, foi desenterrado. Precioso, imponente e atual. É assim que se descreve um pouco do que foi o concerto realizado pelo grupo britânico Led Zeppelin na O2 Arena, em Londres, em 2007.

A apresentação, 'Celebration Day - Live From London 2007' (Warner Music, R$ 74,90 em média), chega às prateleiras embalada em caixa que traz dois CDs e um DVD, além de livreto ilustrado. Há também opção em separado e em blu-ray.

O espetáculo, visto por 18 mil pessoas que conseguiram ingressos por meio de sorteio mundial - no total 20 milhões se inscreveram para conseguir um bilhete -, foi tributo ao amigo e fundador da gravadora Atlantic Records, Ahmet Ertegun.

Foi a primeira vez que Robert Plant (voz), Jimmy Page (guitarra e violão) e John Paul Jones (contrabaixo e teclado) - fundadores da banda - se reuniram em 27 anos. Para o lugar do baterista John Bonham, morto em 1980, a banda convidou seu filho, o talentoso Jason Bonham.

Ao longo de duas horas a banda apresenta cancioneiro que imortalizou-se ao longo dos anos. Leia-se 'Black Dog', 'Stairway To Heaven', 'Whole Lotta Love' e 'Rock And Roll'. 

A imagem física dos músicos pode não ser a mesma da dos anos 1970. E isso, no caso do Zeppelin, é o que menos importa. Ao mesmo tempo em que Page exibe seus cabelinhos brancos, sua guitarra solta notas dignas, precisas. A banda se comporta como se jamais tivesse se separado.

Ainda ilustram o show petardos como 'Misty Mountain Hop', 'Ramble On', 'No Quarter' e 'Kashmir'.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Quatro décadas do expresso de Gil

Se houvesse uma lista de discos brasileiros transcedentais e imperdíveis, 'Expressso 2222', de Gilberto Gil, seria um deles. Lançada em 1972, a obra, que completa 40 anos, ganha reedição de aniversário (Universal Music, R$ 18,90 em média). 

O relançamento também faz parte das comemorações pelos 70 anos do compositor baiano. O disco foi remasterizado no lendário estúdio britânico Abbey Road. A capa, com suas partes dobráveis características - assinada por Edinízio Ribeiro Pimo e Aldo Luiz - foi fielmente reproduzida a partir do LP.

'Expresso 2222' marca o fim do exílio do cantor em Londres. Característica clássica do trabalho é a mistura do tropicalismo com a bagagem que o violonista trouxe da Europa. O disco vai de Leste a Oeste, do rock ao cancioneiro nordestino.

As notas envolventes de violão, leia-se faixa homônima, se misturam aos diversos experimentos da guitarra elétrica do genial Lany Gordin, caso da roqueira 'Back In Bahia', destaque no disco.

Gil assina cinco das nove faixas. O eterno parceiro Caetano Veloso, que também voltava do exílio, é responsável por 'Pipoca Moderna', abertura da obra. Gil vai além, ousa, mistura sonoridade brasileira com pitadas de jazz e experimentalismo, como na imperdível 'O Canto da Ema'. O álbum conta ainda com a participação de Gal Costa no samba 'Sai do Sereno'.

DE ESTREIA
'Gilberto Gil' (Universal Music, R$ 18,90 em média), primeiro disco do cantor, também chega às prateleiras em edição comemorativa. De 1969, é dono do famoso verso: "O Rio de Janeiro continua lindo", da canção 'Aquele Abraço'

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Andralls: Metal do ABC


O currículo é invejável. São seis discos que a banda de thrash metal Andralls carrega na bagagem, o último deles, Breakneck (Distro Rock Records, R$ 20 em média), lançado neste ano. Alguns de seus títulos, além da edição nacional, foram editados na Europa e nos Estados Unidos. Vale dizer que o grupo já tocou com nomes importantes, como Judas Priest, Exodus e Sodom.

Prestes a comemorar 15 anos de estrada, a banda foi divulgar Breakneck na Europa - sua quarta passagem por lá. Foram cerca de 40 shows em 60 dias, passando por 11 países. Isso sem contar na turnê sul-americana e diversas pelo Brasil.

"Fomos a lugares que ainda não conhecíamos, como Rússia, Bulgária e República Tcheca", comemora o cantor e guitarrista andreense Cleber Orsioli, na banda há pouco mais de três anos. Além dele, o Andralls conta com dois músicos de São Paulo: Eddie C. (contrabaixo) e Alexandre Brito (bateria).

Para o próximo ano, o grupo já tem data marcada na região, no Cidadão do Mundo, em São Caetano, dia 2 de fevereiro. Mas os planos para 2013 vão além. Para comemorar os 15 anos de música, Orsioli - que divide o tempo com os preparativos da chegada da filha para janeiro - conta que a banda prepara DVD. "Vamos gravar em Belém em abril. O DVD será lançado em agosto. Escolhemos a cidade, pois o público é insano. Além do show, colocaremos bônus como quando abrimos para o Judas Priest".

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Arismar do Espírito Santo cheio de ideias e textutas

Como trabalho de arquitetura, as notas musicais são delicadamente encaixadas umas nas outras, sempre acompanhadas por melodias encantadoras. Assim são feitas as músicas de Alegria Nos Dedos (Maritaca, R$ 22 em média), novo disco de estúdio de Arismar do Espírito Santo. 

Alegria Nos Dedos chega às prateleiras composto por 15 faixas. Apenas uma delas, Água da Serra, não é instrumental. E é nela que Arismar conta com a participação de sua filha, que ilustra a faixa com arranjos vocais. 

Além de Bia, Thiago Espírito Santo, filho de Arismar, também contribui no disco. Ele assume a guitarra na faixa homônima e o contrabaixo em Santos X Corinthians, canção que fecha a obra. "Fazer sons com meus fihos é uma mistura de compositor mais feliz, com pai coruja ou, traduzindo: tem sensações que só o carinho pode explicar", diz o compositor.

Outro convidado do músico é o acordeonista e compositor Dominguinhos. Em Debaixo do Cajueiro, ele faz companhia delicada ao violão de sete cordas do anfitrião e passeia por belas harmonias. 

"Esse músico, compositor, improvisador nato e amigo querido é parceiro de estradas e estúdios desde os anos 1980. A pureza e a beleza de suas notas mostram a grandeza de sua alma. Que sorte", diz o músico.

Mistura de jazz com música popular brasileira e pitadas de bossa nova dão tom ao passeio musical. Arismar assume boa parte dos instrumentos em quase todas as canções: guitarra, contrabaixo elétrico e acústico, piano, violão de sete e 12 cordas e bateria. Ele conta que a ideia é harmonizar. Segundo ele, é como se fosse a visão do artesão, uma cabeça pensando no todo, tratando com carinho o que foi concebido, como se fosse uma peça única e orgânica. 

Ele conta que a preferência por um instrumento depende de seu estado de espírito. "Cada dia eu estudo um instrumento. Tem dia que toco pandeiro o dia inteiro. Que linda rima", brinca. "Sempre imagino um grupo fazendo um lindo som junto." 

Na nova empreitada, Arismar optou por fazer os registros da forma mais natural possível. O disco não foi gravado com o uso de clicks, metrônomos ou marcadores de tempo. Ele conta que a intenção foi de "liberdade de fazer o ‘tempo musical' se apresentar como uma ‘visão'. 

Essa opção deu ar de ‘ao vivo' ao trabalho que também é orgânico. "Sou filho da harmonia com o ritmo. Penso que os temas têm a tendência de se enraizarem nas ideias. Crio através da linguagem dos vários instrumentos e, neste sentido, temas e arranjo nascem simultaneamente", afirma. 

E se for necessário explicar a receita para o bom resultado da obra, talvez a resposta esteja, sem que ele saiba, nas palavras do próprio Arismar. "Deixar fluir é um bom começo. Olha, é tão prazeroso fazer música, tocar instrumentos, desenvolver ideias, que a fluência se apresenta a cada instante."

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Nightwish - Galeria de Fotos - Credicard Hall - 12/12/2012

O Nightwish voltou à São Paulo, apresentou sua nova vocalista Floor Jansen e fez uma apresentação memorável. Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Veterano Walter Trout em novo disco

Acordes grudentos e precisos, sempre ao lado de solos incendiários de guitarra são a receita - que vai de ponta a ponta - em Blues For The Modern Daze (Som Livre, R$ 29,90 em média). 

É isso o que preparou, junto de sua inseparável guitarra modelo stratocaster, o compositor norte-americano Walter Trout para seu novo trabalho de estúdio, o 21º da carreira.

Gravado a toque de caixa - em apenas dua semanas - no estúdio Entourage, em Los Angeles, o disco do veterano músico que já tocou com nomes como John Mayall e Canned Heat chega às prateleiras recheado por 15 composições.

Trout traz à tona o blues clássico, de levada arrastada e pesada, com Saw My Mamma Cryin', composição que abre o álbum. O músico mistura texturas, alternando a sonoridade da guitarra de grave para agudo e aposta também em baladas poderosas, caso de Lonely, faixa que fala do isolamento das pessoas, que trocam relações pessoais por amizades virtuais.

Inspirado no trabalho do blueseiro norte-americano Blind Willie Johnson - morto em 1945 -, Blues For The Modern Daze traz também faixas delicadas como Blues For My Baby. É nela que Trout mergulha em seus sentimentos mais profundos e traz ao ouvinte arranjos preciosos das cordas de aço de seu instrumento.

Dono de vozeirão que por muitas vezes se confunde com as frases da guitarra, caso de You Can't Go Home Again - um dos destaques -, o músico aborda temas como sua luta para superar o vício das drogas na autobiográfica Recovery.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Paradise Lost - Galeria de Fotos - Carioca Club - 08/12/2012

O Paradise Lost voltou à São Paulo e fez uma apresentação memorável com o Carioca Club lotado. Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O incendiário e espetacular The Who

Considerada por muitos uma das bandas de rock mais eletrizantes e barulhentas dos anos 1960 e 1970, o The Who - ativo até hoje - acaba de ganhar resgate de apresentação realizada em 1975.

O DVD The Who Live In Texas ‘75 (ST2 Music, R$ 54,74 em média) traz a banda com sua formação original: Pete Townshend (guitarra e voz), Roger Daltrey (voz) - ambos até hoje no grupo - e Keith Moon (bateria) e John Entwistle (contrabaixo), mortos em 1978 e 2002 respectivamente.

O show, que anteriormente só era encontrado em fitas VHS não-oficiais, agora teve áudio remixado e a imagem restaurada. Quem assina o trabalho de restauro é Jon Astley, amigo e colaborador de longa data do conjunto.
O show faz parte da turnê que divulgou o disco The Who By Numbers, sétimo da discografia dos britânicos e que comemorou os dez anos do quarteto. É dele que saltam para o espetáculo faixas poderosas como Squeeze Box, Dreaming From The Waist e However Much I Booze.

No total, o The Who recheia o show com 25 composições. Petardos como Substitue - que abre o menu musical -, I Can't Explain e Pinball Wizard estão presentes. 

Impossível não observar com atenção a química que toma conta do palco e a qualidade musical do quarteto. Não faltam também clássicos como Baba O'Riley, Acid Queen, o hino My Genaration, Magic Bus e Won't Get Fooled Again.

Enquanto Daltrey cativa com sua bela voz, Entwistle esbanja harmonias preciosas no contrabaixo. Moon, modelo para muitos bateristas que vieram depois, espanca a bateria e Townshend faz da guitarra uma extensão de seu corpo.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Stones com músicas novas

Ainda não é o que os fãs estavam esperando - um disco todo de canções inéditas - mas GRRR! (Universal Music, R$ 42,90 em média), lançamento do The Rolling Stones, coloca fim ao hiato de sete anos sem novas faixas. 

A grande sacada do disco, que chega às lojas com três CDs e comemora os 50 anos de carreira, são as duas faixas inéditas compostas por Mick Jagger e Keith Richards: Gloom And Doom e One Last Shot.

A primeira desfila frases poderosas de guitarra e remete aos sons produzidos na metade dos anos 1970. A segunda, com apelo mais pop e levada mais lenta, traz refrão grudento e também a boa e velha receita roqueira do lendário conjunto britânico.


No total, GRRR! é recheado por 50 composições. A banda vasculhou seu baú e buscou faixas gravadas no início da carreira, em 1962, época em que fazia muitas releituras. Come On, originalmente escrita por Chuck Berry, saiu no primeiro single da banda, lançado em junho de 1963 e está presente na obra. O disco passeia pela discografia e traz clássicos de todas as fases, como Ruby Tuesday, Brown Sugar e Don't Stop.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O passeio mágico dos Beatles

Do fundo do baú, lá do ano de 1967, outra obra do lendário quarteto britânico The Beatles surge nas prateleiras. A bola da vez é o longa-metragem 'Magical Mystery Tour' (EMI Music R$ 49,90 e R$ 89,90 em média), que chega em DVD e Blu-Ray. O lançamento dá sequência aos relançamentos da filmografia do conjunto - o longa 'Yellow Submarine' ganhou as lojas em edição remasterizada recentemente.

O trabalho de restauração da obra foi inspecionado por Paul Rutan Jr, que foi responsável também pelo mesmo trabalho em 'Yellow Submarine'. Além do clássico filme, a edição traz série de conteúdos especiais. Imagens inéditas, entrevistas recentes com Paul McCartney e Ringo Starr, além de outras pessoas do elenco, listam os extras, assim como comentários em áudio do diretor.

'Magical Mystery Tour', terceiro filme da banda, foi concebido a partir da ideia de carregar dentro de um ônibus uma equipe de filmagens junto com amigos, familiares e todo o elenco. O rumo tomado foi a estrada A30, para fora e a oeste de Londres. A obra foi realizada e dirigida pelos quatro músicos britânicos. 

No ônibus, para iniciar a viagem, Ringo - ao lado de sua tia -, Paul, George e John sentam-se ao lado de outros passageiros, e vivem momentos hilários como as cenas em que um maluco pensa que é o guia do passeio, mas não é.

Além do lançamento do filme, outra grande novidade que o longa de 53 minutos de duração trouxe na época foi mostrar seis novas composições: 'Magical Mystery Tour', 'The Fool On The Hill', 'I Am The Walrus', 'Flying', 'Blue Jay Way' e 'Your Mother Should Know'.

Quando foi transmitido pela primeira vez, apesar de colorido, chegou ao telespectador em preto e branco e ainda causou controvérsias na mídia, que questionava como poderiam, pessoas que não eram diretores de cinema, dirigirem um filme.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Conversas com Jimmy Page

Jimmy Page, um dos guitarristas mais respeitados e idolatrados de toda a história da música, ganha biografia. Luz & Sombra - Conversas com Jimmy Page (Globo Livros, 288 págs, R$ 39,90 em média) chega às prateleiras com entrevistas saborosas realizadas com o músico britânico. 

O livro é assinado por Brad Tolinski, editor-chefe da revista Guitar World há mais de duas décadas. Para a produção da obra, o autor vasculhou cerca de 50 horas de gravação entre as diversas entrevistas que fez com o líder e principal compositor do Led Zeppelin ao longo de sua brilhante carreira.

Os anos 1960 despontavam e Page também. Foi nessa época que soltou seus acordes ao lado do grupo The Yardbirds - primeiro tema abordado no livro -, banda da qual participaram também os britânicos Eric Clapton e Jeff Beck.

Page conta da criação do Led Zeppelin, relembra o primeiro ensaio, em um porão na Gerrard Street - atual Chonatown de Londres -, ao lado do cantor Robert Plant, do contrabaixista John Paul Jones e do baterista John Bonham, morto em 1980.

Para deixar qualquer fã dos discos do Zeppelin com água na boca, Page desvenda diversos segredos a respeito de suas gravações, como nas canções How Many More Times e Dazed and Confused, em que usa um arco de violino nas cordas da guitarra. "...fora um cara que um dia me perguntou se eu já tinha pensando em tocar guitarra com um arco. Eu disse que achava que não ia funcionar", relata no livro.

Page conta ainda das filmagens do filme The Song Remains The Same, do disco gravado ao lado do cantor David Coverdale (Whitesnake e Deep Purple) e da realização do clássico disco Led Zeppelin IV.

Grato momento é o papo entre Page e Jeff Beck, amigos até hoje. Beck conta que conheceu Page - que morava a cerca de 20 kms de distância de sua casa - por intermédio de sua irmã. "Eu fiquei muito animado de ter o Jimmy morando tão perto de mim. Você precisa de um parceiro para trocar ideias", diz Beck.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Deep Purple comemora 40 anos do álbum Machine Head

Ousado, pesado e ainda jovem, o grupo britânico de rock Deep Purple reuniu toda sua energia no estúdio e preparou, em 1972, um trabalho que mudaria sua vida para sempre, o disco "Machine Head".

O disco completa 40 anos e ganha edição especial, "Machine Head 40th Anniversary Tour Edition" (EMI Music, R$ 29,90 em média), que chega às lojas em formato digipack (caixa de papel).

Diferentemente da edição que comemorou os 25 anos do álbum - que saiu em edição dupla, uma remasterizada e a outra remixada, além de livreto de fotos - e da edição lançada no Exterior com quatro CDs e um DVD, o relançamento nacional chega às lojas remasterizado contando apenas com o disco original e uma faixa bônus, a balada "When a Blind Man Cries". A composição saiu originalmente no lado B do single "Never Before".

Foi com ele que a promissora banda fez com que os holofotes do mundo focassem de vez suas luzes sobre ela. O sexto disco do grupo, na época formado por Ian Gillan (voz), Ritchie Blackmore (guitarra), Ian Paice (bateria), Roger Glover (contrabaixo) e Jon Lord (teclado), morto em julho, registrou "Machine Head" em dezembro de 1971, na Suíça, no estúdio móvel dos Rolling Stones.

É dele que saltam composições furiosas e precisas como "Highway Star" e "Smoke On The Water", seus dois maiores clássicos, presentes nos concertos do grupo até hoje. Não é à toa que o disco passou 118 semanas no ranking TOP 200 da "Billboard" norte-americana, além de, à época, ter alcançado o primeiro lugar nas paradas da Inglaterra e de vários países.

A ideia de "Smoke On The Water" surgiu após a banda escapar de um incêndio no cassino Montreux, quando assistia a um concerto do grupo Frank Zappa and The Mothers of Invention. O fogo tomou o local e a fumaça se estendeu ao lago que beira a cidade, o que acabou inspirando Glover para o título.

Machine Head ainda presenteia o ouvinte com o petardo "Pictures Of Home". Iniciada por precisa junção de notas de bateria, a terceira faixa do disco traz fraseado pesado de guitarra e refrão grudento. Recheada pelos teclados Hammond de Lord, "Lazy" é outro destaque. No total, são pouco mais de 40 minutos de ação do melhor momento do grupo. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cavalera Conspiracy - Galeria de Fotos - Cine Joia - 18/11/2012

Depois de muitos desencontros, o show do Cavalera Conspiracy finalmente aconteceu no Cine Joia e nem mesmo todos os problemas ocorridos na organização tiraram o brilho da apresentação da banda, que fez um ótimo show e deixou os fãs muito satisfeitos. Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

Absu - Galeria de Fotos - Carioca Club - 18/11/2012

Os americanos do Absu mostraram toda a força de seu Black Metal, com uma ótima apresentação no Carioca Club. Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

Master - Galeria de Fotos - Carioca Club - 18/11/2012

O Master, um dos grupos pioneiros do Death Metal, voltou à São Paulo e fez um show pesadíssimo, direto e extremo no Carioca Club. Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Bom, velho e pesado Kiss


Explosões, fogos e rock em alto e bom som marcaram a passagem do lendário grupo norte-americano Kiss em São Paulo, no sábado, na Arena Anhembi, em turnê que divulga "Monster", seu 20º disco.

Pontualmente às 21h30, Gene Simmons (voz e contrabaixo) e Paul Stanley (voz e guitarra), únicos remanescentes da formação original, acompanhados por Tommy Thayer (voz e guitarra) e Eric Singer (voz e bateria). De imediato, a banda de Nova York tirou do bolso um de seus maiores clássicos: a faixa "Detroit Rock City", do disco "Destroyer", de 1976. As roupas de couro preto e as tradicionais maquiagens lembraram os tempos clássicos da banda, na década de 1970. "Shout It Out Loud", também de "Destroyer", veio em seguida e agradou. Para fechar a trinca setentista, "Calling Dr. Love".

O Kiss deixou de lado composições que estavam sempre presentes em seus concertos, como "Deuce" e "Strutter". No lugar delas vieram as novas, de "Monster". A primeira da nova leva foi "Hell or Halleluja". Com o carismático Stanley no vocal, a faixa responsável por abrir o novo disco foi apresentada diante de explosões e chamas.

Jovens e fãs da velha guarda acompanhados por crianças pintadas com as tradicionais maquiagens, receberam outra da nova safra de braços abertos. Desta vez com Simmons ao microfone, o grupo tocou "Wall Of Sound".

O quarteto ainda vasculhou seu baú de canções e de lá tirou a pesada "Hotter Than Hell", do disco homônimo de 1974. Mas foi com o petardo "I Love It Loud", responsável pelo sucesso da banda no Brasil no início dos anos 1980, e pela primeira visita do grupo ao País em 1983, quando o público foi ao delírio.

O circo de rock se armou mesmo quando Simmons fez o tradicional ato em que cospe sangue e voa, antes de cantar os versos de "God of Thunder". Ainda couberam "Psycho Circus" e "War Machine".

Stanley fez declarações de amor ao público brasileiro. "Toda vez que estamos aqui é como se estivéssemos em casa. Amo a Argentina, o Chile, mas meu coração está aqui." Em seguida, subiu em cabo de aço que o levou a uma plataforma no meio do público, de onde cantou "Love Gun".

"Black Diamond", antecedida pela introdução de "Stairway to Heaven" do Led Zeppelin, relembrou o primeiro disco e colocou o baterista Singer a cargo do vocal. 

O bis foi recheado por "Lick It Up", a pop "I Was Made For Lovin You" e seu maior clássico, "Rock And Roll All Nite". Apoteótico, assim como o início, o concerto se encerrou com mais explosões e chuva de papel picado, além do gostinho de ‘quero mais'.

Fotos: Orlando Filho/Diário do Grande ABC

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Discos perdidos voltam às prateleiras

Diante da enorme variedade que é a música brasileira e da infinidade de artistas que surgem o tempo todo, fica até difícil ter disponibilidade a todas as obras lançadas até agora. Desde a MPB, passando pelo samba, pelo brega, pelo rock, sertanejo, chorinho, enfim, por todo e qualquer gênero produzido no País. 

Alguns discos acabam até caindo no esquecimento e ficam juntando poeira nos arquivos das gravadoras. A boa notícia é que boa parte deles vem sendo ­ já há algum tempo ­ restaurada minuciosamente e recolocada no merdado fonográfico. 

Todos os CDs têm as capas fielmente reproduzidas dos LPs originais e encarte com informações adicionais. Agora, duas gravadoras acabam de encher as prateleiras com diversas preciosidades, e já é possível conhecer e até mesmo matar a saudade de vários discos como Capítulo Maior do Samba, de Décio da Viola e Doutores em Samba, de Billy Blanco e Radamés Gnattali. 

O selo Discobertas, capitaneado pelo pesquisador Marcelo Fróes, é um dos responsáveis por esse trabalho. Dele saltam álbuns ­ todos com áudio remasterizado ­ como Queria Estar Perto de Você (R$ 16,90 em média), do cantor e compositor Gilliard, lançado originalmente pela Tapecar Gravações, em 1976. Outra que mergulha no resgate de obras importantes da música brasileira é a Sony Music. A gravadora coloca no mercado o segundo lote de relançamentos do selo independente kuarup ­ responsável por acervo de mais de 200 títulos. 

Gravados ao vivo na década de 1980, os discos Cantoria 1 e Cantoria 2 (R$ 27,90 em média), de Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai são dois que voltam a ver a luz do dia. Dele saltam canções clássicas como Sete Cantigas Para Voar, Ai Que Saudade de Ocê, Era Casa Era Jardim e Saga de Severinin. Outro que sai do fundo do baú é a homenagem feita a Heitor Villa-Lobos em 1978 pelos violonistas Sérgio e Odair Assad no disco Obra Completa Para Violão Solo (R$, 27,90 em média). 

Obras de Pena Branca como Semente Caipira e a homenagem que fez ao parceiro Xavantinho em Canta Xavantinho também ganham reedição. 

domingo, 11 de novembro de 2012

Agenda de Shows 2012 - Pulp


Uma das mais cultuadas bandas do POP inglês faz sua estreia em palcos brasileiros com show único em São Paulo no dia 28 de novembro na Via Funchal

Considerada uma das mais relevantes bandas do pop inglês que estourou nos anos 90, o PULP finalmente estreia em palcos brasileiros, para alegria dos milhares de fãs. Longe das apresentações ao vivo por mais de 10 anos, a banda retornou em grande estilo no ano passado causando sensação em festivais como Primavera (Barcelona), Isle of Wight e Wireless (ambos no Reino Unido).

Agora, finalmente o PULP chega ao Brasil: eles farão um show único no país, em São Paulo, no dia 28 de novembro, na Via Funchal, dentro do Projeto Live Music Rocks 2012.

A apresentação no Brasil faz parte da turnê sul americana, que terá ainda apresentações em Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile).
A Banda

O PULP é uma das bandas mais importantes do gênero conhecido como britpop, formada em Sheffield, Inglaterra, em 1978, pelo então estudante de 15 anos Jarvis Cocker. Inicialmente se chamava “Arabacus Pulp”, abreviado posteriormente somente para PULP.  Sua mistura de pop-rock influenciado pela disco music, tornou-os imensamente populares na metade da década de 1990. Entre os seus sucessos iniciais estão canções como “Disco 2000” (1995), “Common People” (1995) e “This is Hardcore” (1998). Entre as influências citadas pela banda estão David Bowie, The Cure, The Beatles e The Kinks.

A banda surgiu quando Cocker reuniu amigos da escola onde estudava e gravou um programa em uma rádio local em 1981. Essa primeira formação da banda incluía além de Cocker (Vocal/guitarra), Peter Dalton (teclados), Jamie Pinchbeck (baixo) e Wayne Furniss (bateria). Os primeiros discos, “It” e “Freaks”, foram lançados respectivamente em 1983 e 1987, sem muito sucesso.

Em 1993, a banda assinou contrato com a Island Records. No começo de 1994 lançam o single “Do You Remember The First Time?”, acompanhado por um polêmico vídeo em que diversas celebridades eram interrogadas sobre a maneira como perderam sua virgindade. O vídeo fez sucesso e em seguida o PULP lançou seu álbum de estréia pela gravadora, o elogiado “His ‘N’ Hers”, que emplacou outros sucessos além de “Do You Remember the First Time”, entre eles “Babies” e “Lipgloss”. “His ‘N’ Hers” estabeleceu o talento de bom letrista e compositor de Cocker e ainda foi indicado na categoria de melhor álbum no Mercury Music Prize de 1994.

Em novembro de 1997 a banda voltou com um single, “Help The Aged”, seguido pelo álbum “This is Hardcore”, considerado um dos melhores e mais divertidos álbuns do PULP pela crítica. O fracasso comercial de “This Is Hardcore” não abalou a banda, que conservou o bom humor e voltou com o comercialmente bem-sucedido “We Love Life”, um álbum alegre e muito bem recebido pela crítica.

Apesar do sucesso de “We Love Life”, a banda optou por um longo hiato e após um tempo longe dos palcos – quase dez anos, o  PULP retornou em grande estilo com a formação original que tinha na época da gravação de seus primeiros sucessos. A reestréia aconteceu  no Primavera Sound Festival, em maio de 2011, com enorme aclamação do público.

O PULP é formado atualmente por Jarvis Cocker (vocal, guitarra, teclados), Mark Webber (guitarra), Candida Doyle (teclados), Steve Mackey (baixo) e Nick Banks (bateria).

SERVIÇO
Data: 28 de novembro/2012 (quarta-feira)
Horário: 22h
Abertura da casa: 20h 
Local: Rua Funchal, 65 - Vila Olimpia
www.viafunchal.com.br
Horário da bilheteria: das 12h às 22h  (de segunda à domingo) 

PREÇOS
Pista: R$ 160,00
Mezanino: R$ 200,00  
Camarote: R$ 250,00
Cartões de Crédito: Visa, Mastercard e Diners
Cartões de  Débito:  * Visa Electron.  
*Somente em nossa bilheteria. 
Estudantes tem direito a 50% de desconto no valor do ingresso em qualquer setor da casa.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Slash - Galeria de Fotos - Espaço das Américas - 06/11/2012

O guitarrista Slash (Ex-Guns´n´Roses) voltou à São Paulo com o novo cd "Apocalyptic Love" na bagagem e mostrou como deve ser um autêntico show de "Guitar Hero". Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

Edguy - Galeria de Fotos - Espaço das Américas - 06/11/2012

O Edguy veio à São Paulo como banda de abertura do show do guitarrista Slash e em cerca de 1 hora de show mostrou todo o poder do metal Alemão. Abaixo você pode conferir a nossa galeria de fotos exclusivas deste show.

Fotos: Ronaldo Chavenco

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Kiss e seu Monstro

Os veteranos roqueiros maquiados da banda norte-americana Kiss completam a marca de 20 discos de estúdio gravados e colocam nas prateleiras o álbum Monster (Universal Music, R$ 27,90 em média).

O disco dá sequência ao trabalho iniciado pelos fundadores Paul Stanley (voz e guitarra) e Gene Simmons (voz e contrabaixo) em 2009 no disco Sonic Boom, junto ao baterista Eric Singer e ao guitarrista Tommy Thayer - ambos recrutados para os cargos dos originais Peter Criss (bateria) e Ace Frehley (voz e guitarra).

Com produção assinada por Stanley, Monster chega ao ouvinte com doze composições e segue a mesma receita do trabalho anterior. As canções emplacam energia em sua maior parte, como é o caso de Hell Or Hallelujah. Cantada por Stanley, é responsável por abrir a obra.

Mas é com Simmons no vocal que o disco ganha força e traz faixas pesadas e com frases de guitarra empolgantes, caso de Wall Of Sound e The Devil Is Me. Grata surpresa é a participação de Thayer na composição de quase todas as músicas. 

Assim como em Sonic Boom, o Kiss resgata aqui boa parte da essência que usava nos anos 1970. Apesar de ser um ótimo trabalho, Monster apresenta algumas canções que deixam a desejar, como All For The Love Of Rock & Roll - receita batida para declarar seu amor ao rock - e a nada empolgante Eat Your Heart Out.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Momento do universo da música

Baron Wolman é daqueles seres de sorte, que encontram a pessoa certa na hora certa. O fotógrafo conheceu Jann Wenner, fundador da revista de música 'Rolling Stone', em 1967. O encontro fez dele fotógrafo chefe do periódico.

Boa parte do trabalho registrado por Wolman está impresso  no livro 'Os Anos da Rolling Stone' (Editora Madras, 200 páginas, R$ 99 em média), que chega agora às prateleiras. 

Suas lentes capturaram instantes que se tornaram imortais, como no festival Woodstock, em 1969, no momento em que pessoas subiam nas torres de luz e parte do público arrancava a cerca para poder entrar no festival.

Todas as imagens impressas no livro trazem a história de sua realização. Trajetória de músicos importantes também são relatadas na obra. Jimi Hendrix em cena; Taj Mahal nas ruas de Oakland, Califórnia, em 1974; Led Zeppelin em concerto de 1977; além de Frank Zappa e Pink Floyd, que também estão nas páginas do livro.

O momento inspirado do grupo britânico The Who no estúdio gravando o álbum 'Tommy', em 1968, também consta no livro. "Embora os membros da banda estivessem ‘trabalhando', fiquei espantado com suas roupas. Keith Moon usava uma calça preta, jaqueta preta, colete preto, uma camisa com babados e o que parecia ser um lenço de seda...Townshend estava malvestido, com uma camiseta, calça caqui e botas para o deserto; achei que ele provavelmente ganhara aquelas roupas", descreve Wolman na obra.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sex Pistols em edição especial

Boa novidade é o ressurgimento do clássico e único  disco da banda punk britânica Sex Pistols. Lançado originalmente em outubro de 1977, Never Mind The Bollocks (Universal Music, R$ 42,90 em média), disco que ditou as regras do gênero e fez frente ao sistema da época, completa 35 anos e ganha edição comemorativa de luxo.

Embalado em formato digipack, a reedição chega às prateleiras recheada por dois CDs e um livreto de 24 páginas ilustrado por fotos promocionais e raras, além de informações em inglês e reproduções de cartazes e jornais.

Petardos gritados pelo líder Johnny Rotten como Bodies, Anarchy In The UK e Pretty Vacant, além do clássico absoluto God Save The Queen listam no disco. Todas as 12 composições originais ganharam remasterização na nova versão. 

O primeiro CD traz ainda outras quatro músicas, registradadas em ‘lados B' de LPs. Entre elas estão No Feelings, Did You Know No Wrong, No Fun e Satellite.

Já com o contrabaixista Sid Vicious - morto em 1979 - para o lugar do original Glen Matlock, duas apresentações do Sex Pistols tomam conta do segundo disco. Uma, em julho de 1977, em Estocolmo, Suécia, traz boa qualidade sonora. O repertório do show conta com 11 músicas. Uma delas, I Wanna Be Me, não consta no disco de estúdio. Seventeen, EMI e Submission também estão entre os bônus.

Três canções, Problems, No Fun e Anarchy In The UK, gravadas em show de 1977 também estão presentes na edição de aniversário.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Jack Bruce toca em São Paulo

Lendário contrabaixista e multi-instrumentista que fez nome nos anos 1960 ao lado de Eric Clapton junto ao trio de rock Cream, Jack Bruce chega ao Brasil para apresentação em São Paulo. O compositor toca amanhã, às 21h, no Teatro Bradesco. Os ingressos, à venda no site www.ingressorapido.com.br, custam de R$ 100 a R$ 250.

Além do leque de clássicos que registrou junto à antiga banda, o cantor e compositor aproveita para mostra Spectrum Road, seu novo disco. "Tocaremos coisas novas e antigas, rock e blues", diz Bruce em entrevista ao Diário.

Animado com a passagem pelo País, o escocês conta que há anos esperava por uma oportunidade de se apresentar no Brasil e diz ainda que sabe que tem muitos fãs leais por aqui.

Bruce chega acompanhado por Tony Remy (guitarra), Frank Tontoh (bateria), Paddy Milner (piano), Nick Cohen (contrabaixo), Winston Rollins (trombone), Derek Nash (saxofone) e Paul Newton (trompete).

Figura que gravou junto ao Cream discos que pautaram a história do rock - leia-se Disraeli Gears, Fresh Cream e Wheels of Fire - , Bruce conta que não tem mais contato com os antigos companheiros de banda. "Sou muito ocupado", diz. E não descarta uma nova reunião. "Nunca diga nunca mais." A última aparição do grupo foi em 2005, para quatro shows em comemoração aos 37 anos da banda.

Apreciador de Villa-Lobos, de Tom Jobim, e conhecedor do rock brazuca, ele adianta que para o próximo ano os fãs podem esperar por outro disco de inéditas.

Jack Bruce - Show. Quarta (24), às 21h. No Teatro Bradesco - Rua Turiassu, 2.100. São Paulo. Tel.: 3670-4100. Ingr.: R$ 100 a R$ 250.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cancioneiro instrumental


Quando começou a carreira musical, Jorginho Neto tinha 13 anos. Foi aos 19 que decidiu que a música seria seu caminho. Ele pincela influências de figuras precursoras do samba jazz como Edson Machado e Milton Banana para inspirar seu trabalho. O trombonista divide o tempo entre as big bands em que toca e mergulha na carreira solo e estreia com o primeiro disco. O estilo que o inspira dá nome ao disco, que chega recheado por seis composições.

Neto aposta no cancioneiro instrumental. Entre as canções uma leva a sua assinatura, 'Lia', uma homenagem à sua mãe. As outras cinco são de autoria de Marcos Paiva, Rubinho Antunes, Edson Sant'ana e Alex Buck, músicos que gravaram o álbum com ele. "Música instrumental no Brasil é muito complicado. Não tem apoio e nem mídia, mas eu aprendi a ser guerreiro com minha mãe", diz ele. 

Orgânico, Samba Jazz levou um ano para sair do forno. Neto conta que o processo de trabalho foi trabalhoso. "Por ser independente, também virei produtor. Ligava para todos os músicos, organizava os horários e ensaios.". Ele revela ainda que o clima das gravações foi muito bom, pois só tinha músicos de qualidade e irmãos.

Apadrinhado por Raul de Souza, Neto diz que esse passo está sendo uma experiência maravilhosa e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. "Esse disco representa um filho. É uma fase importantíssima na minha carreira musical", afirma.

Além do trombone, contrabaixo, piano, bateria, saxofone alto, tenor e barítono, e trompete ilustram as músicas, sempre bem aparadas por ricos arranjos, como a faixa 'Pica Pau', que tem quarteto de trombones. Os músicos passeiam por texturas de jazz e acrescentam o groove às canções, como nas dançantes 'Alô Brasil' e 'Toninho Pinheiro'. Enquanto divulga esse álbum, Neto já pensa no próximo, que vem também com o desejo de ultrapassar a fronteira e criar laços profissionais fora do Brasil.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Edição rara e de luxo


Trabalho digno de ser apreciado com calma é o livro '40 Anos do Queen' (Editora Lafonte, 94 págs, preço médio R$ 150). Refinado e em grande estilo por dentro e por fora. A edição de luxo, com direito a luva e capa dura, chega às lojas com prefácio assinado por dois dos músicos da banda britânica: o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor.

Nas páginas com diagramação atraente, o autor Harry Doherty resgata os primórdios da história do quarteto que contava também com o vocalista Freddie Mercury (1946-1991) e o contrabaixista John Deacon. As primeiras linhas remontam aos anos 1960, época em que os quatro jovens já tinham o mesmo pensamento, porém traçavam caminhos diferentes, até que a vida os juntou. Momentos interessantes como a gravação das primeiras demos do conjunto, em 1971, também são narrados pelo autor. O livro faz questão de deixar claro que nada veio fácil para o Queen e aborda as dificuldades para conseguir horas em estúdio para as primeiras gravações - sempre durante a noite, por ser mais barato -, assim como a cansativa busca por um contrato para lançar as músicas.

Ilustrando os fatos com fotos raras, Doherty não deixa de fora as histórias de cada um dos álbuns lançados pelo Queen, e com observações de May e aspas registradas à época dos devidos lançamentos pelos outros integrantes. O autor aborda com segurança detalhes como o do surgimento do punk - estilo que, segundo a obra, chegara para varrer bandas de rock como o Queen - na Grã-Bretanha, em 1977, quando gravavam o disco News Of The World.

SURPRESAS


Ao virar das páginas o leitor se depara com gratas surpresas. O livro apresenta reproduções fiéis como o cartaz que anunciava o espetáculo no Rainbow Theatre, em Londres, em 1974. Kit publicitário que apresentou o quarteto à imprensa norte-americana, em 1973, com foto de divulgação em preto e branco e cópia do release, é presente logo no começo da edição. As reproduções de quatro cartas escritas à mão em 1975 pelos músicos para o Fã-Clube Internacional Oficial do Queen está entre os anexos.

As passagens da banda nos anos 1980 pelo Brasil também são tema das páginas. A primeira, em março de 1981, traz reprodução do material que anunciou a apresentação no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e foto do conjunto no Hotel Sheraton, no Rio de Janeiro, além de relatos da turnê. Cartaz de 1985, quando se apresentaram durante duas noites no festival Rock In Rio, também ilustra a obra, assim como foto do conjunto no palco carioca.

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