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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Paul McCartney nas prateleiras

Após seis anos sem um disco de inéditas o britânico Paul McCartney lança um solo de estúdio. Batizado New (Universal Music, R$ 33,90 em média), o novo trabalho do ex-beatle conta com produção diversa. Além dele próprio, assinam a produção Paul Epworth, Mark Ronson, Ethan Johns e Giles Martin.
A voz inconfundível e ainda poderosa do músico de 71 anos embala 14 composições que misturam sonoridades. O músico abusa, sai da zona de conforto mais uma vez e vai além. Temas como Save Us, faixa que abre a obra, traz diversos efeitos e ao mesmo tempo remete aos trabalhos que fez nos anos 1980.
Temas como Alligator misturam guitarras ao som acústico dos violões, tudo isso com excelente trabalho vocal. É claro que as canções folk, orquestradas pelas cordas desplugadas estão presentes, caso de One Way To Work e Early Days.
O disco chega às prateleiras embalado em caixa digipack e traz livreto recheado por fotos em preto e branco e pelas letras das canções. 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os imperdíveis de 2010

O ano de 2010 foi positivo no universo musical. Está claro que a vendagem de discos não é a mesma de outrora, mas ainda assim os artistas não desistem da labuta, vão ao estúdio e elaboram trabalhos excelentes. Isso sem contar os inúmeros registros em vídeo, nos relançamentos de álbuns clássicos, agora, com material inédito, e a força do ressurgimento dos discos de vinil. Aí vão alguns dos lançamentos imperdíveis realizados neste ano.

Paul McCartney - Good Evening New York City - CD+DVD (Universal Music, R$ 60 em média).
Paul McCartney é único e impagável. Talvez a melhor forma de conhecer seu trabalho, seja respirando seu show. A apresentação registrada aqui aconteceu no Citi Field Stadium, durante três noites de apresentação.

Paul já havia se apresentado lá, em 1965, quando o local se chamava Shea Stadium. Naquela ocasião, estava acompanhado de John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.
O pacote que chega com dois CDs e um DVD, além de um livreto ilustrado com belas fotos e informações da apresentação, tem setlist caprichado. Com mais de duas horas, o show traz belo apanhado da carreira de McCartney. 'Drive My Car', canção gravada originalmente pelos Beatles no álbum 'Rubber Soul', é responsável pela abertura do concerto. Paperback Writer fica cheia de vida com os coros femininos desta versão.
Além da fase de McCartney junto ao Wings - Jet e Band On The Run, por exemplo - o show é recheado também por composições como 'Eleanor Rigby', 'Back In The USSR', 'Let it Be', 'Helter Skelter' e 'Sgt.Pepper´s Lonely Hearts Club Band', do quarteto de Liverpool. Basicamente, as mesmas apresentações vistas aqui no Brasil. Prato cheio para quem as perdeu.


Peter Frampton - Thank You Mr.Churchill - CD (ST2 Records, R$ 22 em média).
O músico britânico resolveu dar o ar da graça após intervalo de quatro anos. O ex-guitarrista do grupo de rock setentista Humble Pie, hoje aos 60 anos, arregaçou as mangas e fez as cordas de sua guitarra Les Paul soltarem notas lindas para o álbum.
Frampton havia composto 50 canções, entre elas, escolheu cuidadosamente 11 para o menu de 'Thank You Mr.Churchill'. Autobiográfico e emocionante, o disco traz momentos de extrema delicadeza como em 'Suíte Liberte', com direito a um solo de guitarra de tirar o fôlego. Outro grande momento do disco fica por conta de 'Vaudeville Nanna And The Banjolele', composição que relembra o episódio em que ganhou um banjo de sua avó.
Frampton mostra também que ainda pode produzir canções de peso, como 'I'm a Due', por exemplo. É Frampton no melhor estilo, sem medo de ser feliz.

Robert Plant - Band of Joy CD (Universal Music, R$ 29 em média).
Plant dispensa qualquer apresentação e também não precisa provar nada mais. O vocalista que coloriu com sua voz as canções do Led Zeppelin, mergulhou no folk e no blues norte-americano. Dessa mistura, junto de toda sua bagagem, nasceu o álbum Band of Joy.
Sua voz não é mais tão poderosa, mas ainda assim, o maestro brilha na última empreitada. Band of Joy é temperado com arranjos de banjo, acordeom e bandolim, como em Cindy, I'll Marry You Someday, por exemplo.
E por fim, mas não esquecidos, discos como 'Clapton' (Warner, R$ 29,90 em média), 19º da carreira do músico britânico Eric Clapton também merecem ser citados. Blues é a prata da casa, mas desta vez, ele inovou, recheou as canções com vários toques de jazz.

Vale lembrar também as releituras da Motown feitas por Phil Collins em 'Going Back' (Warner Music, R$ 29 em média). Outro que não pode faltar na prateleira é Exile on Main St. (Universal Music, R$ 45 em média), dos Rolling Stones. O álbum ganhou neste ano edição especial que, além do original, agora todo remasterizado, contém também com um segundo disco com dez excelentes canções inéditas. Imperdível.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Paul McCartney encanta São Paulo


Vinícius Castelli

A experiência de assistir ao concerto de um ex-Beatle é algo único. E isso estava estampado no rosto do público que lotou o estádio do Morumbi na noite da última segunda-feira (22), em São Paulo. A chuva que insistiu em cair por toda a tarde, deu uma trégua instantes antes da lenda subir ao palco, pouco depois das 21h30.

Paul Mc Cartney é uma das maiores, se não a maior, referência viva da música. Baseado nisso, já é de se esperar no mínimo um ótimo espetáculo. Mas para o delírio dos sortudos que estavam dentro do estádio naquela noite, McCartney foi além, e proporcionou uma noite mágica.
 
Munido de toda sua experiência, dos músicos Abe Laboriel Jr (bateria), Paul Wickens (teclado), Brain Ray (guitarra e baixo), Rusty Anderson (guitarra) e de muita vontade de tocar, Paul também trouxe um trunfo: algumas das canções mais belas já escritas, e que sequer pensam em envelhecer.

Com o palco todo colorido pelo enorme telão, Paul apareceu ao som de Magical Mystery Tour, clássico dos Beatles. E não pense que o show foi apenas um revival de Beatles, o que também não teria problema algum. O britânico tirou do bolso canções como Jet, do disco pós-Beatles Band on The Run.
Brincalhão, ele falou português 80% do tempo, com a ajuda de algumas 'colinhas' que ficavam ao seu lado. E se deu bem, conquistou todo mundo logo de imediato, como se fosse preciso.
Mas sim, ele fez questão de ser simpático, de brincar, de fazer parte daquela multidão.

All My Loving veio recheada por imagens dos Beatles projetadas no telão. A qualidade do som foi algo espetácular. Qualquer um que fechasse os olhos por alguns segundos poderia pensar que estava assistindo um ensaio particular da banda, tamanha a qualidade do som no estádio.

Frases como "Tudo bem?" e "Vocês são maravilhosos" foram declaradas durante as 3 horas de show. Em uma apresentação com tantas canções belas fica difícil destacar 'essa ou aquela'. Mas uma merece destaque especial: Paul homenageou seu antigo companheiro de banda, o ex-Beatle Goerge Harrison com a música Something e com imagens do velho amigo no telão.
O público ainda conferiu Blackbird, Mrs. Vandebilt, Band On The Run, do disco homônimo e a mais recente Sing The Changes.

A poderosa frase de guitarra de Paperback Writer incendiou o estádio, que em uníssono, cantou também Let It Be junto de Paul. Feito criança feliz, o músico tocou baixo, violão, banjo, e piano, e ainda é dono de um vozeirão invejável.
Live and Let Die e os fogos de artifício quase colocaram o lugar abaixo. E ainda houve espaço, durante os dois bis, para Day Tripper, Lady Madonna, Get Back, Yesterday, Helter Skelter, e por fim, o clássico dos Beatles Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band seguida por The End.

Todos esperavam muito, e foram surpreendidos, com mais, muito mais. Um momento único e especial, para guardar para sempre.

Fotos: Ronaldo Chavenco

terça-feira, 29 de junho de 2010

E os Beatles invadem a América


Domingo, 15 de agosto de 1965, data em que os Beatles conquistaram a América. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr eram ainda jovens músicos e o mundo já se curvava diante deles.


No cardápio musical do grupo, já era possível degustar discos preciosos como Please Please Me, With the Beatles, A Hard Day’s Night, Beatles For Sale e Help, além de dois longas-metragens.

O Shea Stadium, palco de jogos de beisebol localizado na cidade de Nova York, foi o local escolhido para abrigar a um dos mais importantes eventos da música: O primeiro concerto de rock realizado em um grande estádio.
Tudo está registrado no DVD The Beatles – Live at Shea (Coqueiro Verde Records, R$ 30 em média).

Os músicos chegaram ao estádio em um carro blindado, e desde cedo já pagavam o preço da fama. Tudo o que McCartney gostaria, seria caminhar pelas ruas da cidade, em vez de conhecê-la a bordo de um helicóptero.
Com a pouca estrutura que o estádio oferecia, os Beatles saíram dos camarins, caminharam pelo campo até chegar ao palco diante de fãs quase fora de controle.

Naquela noite, os carismáticos garotos de Liverpool desfilaram suas canções, marginalizadas por tantos papais e mamães, diante de uma plateia estimada em 55 mil pessoas. Entre gritos e desmaios, o público eufórico, feminino em sua maioria, fez tanto barulho que era quase impossível escutar aos músicos.

Durante o concerto, os jovens ingleses sacaram dos bolsos nada mais nada menos do que canções como Twist and Shout, Ticket to Ride, o clássico absoluto Can’t Buy Me Love e A Hard Day’s Night, além de outros sucessos.

Não, os Beatles não foram apenas quatro garotos simpáticos que conquistavam os corações das menininhas. Mas sim uma banda de rock, em essência.
 
Coluna publicada hoje no caderno de Cultura do Diário do Grande ABC.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Paul McCartney com toda a classe

Mesmo que Paul McCartney não fosse o excelente músico que é, ele brilharia só pelo bom humor e carisma.
Ok, além dessas coisas todas, ele ainda é um ex-Beatle, precisa mais?

Sorte dos canadenses, que puderam conferir a apresentação do músico durante o aniversário de 400 anos da cidade de Quebec, em 2008. O show registrado no DVD Paul McCartney - Live in Canada (MusicBrokers, R$ 22 em média), traz McCartney em noite mais do que iluminada.

O britânico apresenta um show que passeia por canções de toda a sua carreira. Jet, dos Wings, grupo que McCartney criou logo após os Beatles encerrarem as atividades, abre o show categoricamente. A incendiária Drive My Car, dos Beatles, tira o fôlego dos canadenses.

A carreira solo se fez presente em canções como Calico Skies e Only Mamma Knows, por exemplo.
E que fique claro, McCartney não brilhou sozinho nesta apresentação, com uma banda irretocável - que conta há tempos com o excelente baterista Abe Laboriel, Jr - McCartney compartilhou a magia da noite com o público, que brilhou do início ao fim.

Dos tempos áureos junto aos Beatles, o músico apresentou também a belíssima Blackbird, Long and Winding Road e Eleanor Rigby, A eterna e inesquecível Penny Lane roubou a cena em um show onde roubar a cena é algo quase impossível, com tantas canções imortalizadas. Ainda houve espaço para Good Day Sunshine, Let it Be, Birthday e Back in the USSR.

Durante as 30 músicas que compuseram o espetáculo, McCartney brincou com a platéia, arriscou, e muito bem, falar francês, e providenciou um telão com tradução simultânea para quando seu vocabulário francophone se tornasse ineficiente.

É claro que McCartney não precisa provar mais nada a ninguém, mas se você ainda tem alguma dúvida sobre suas canções, dê uma chance. Não a McCartney, mas a você.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Abbey Road é declarado sítio histórico

O estúdio Abbey Road, localizado na famosa rua londrina homônima, recebeu grau 2 na escala de preservação britânica.

Abbey Road foi classificado nesta terça-feira (23) como sítio histórico pelo governo britânico. A intenção é proteger o local contra danos e modificações no imóvel.

Eternizado pelos Beatles na capa do clássico disco Abbey Road, o estúdio passou a ser desde então um dos mais famosos do mundo, se tornando uma verdadeira herança cultural mundial. Além dos Beatles, o Pink Floyd foi uma das lendas que frequentou o estúdio.

Boatos
Ao contrário do que estava sendo comentado na semana passada, os estúdios Abbey Road não estão à venda.

De acordo com comunicado oficial feito pela gravadora EMI, o lendário estúdio londrino continuará nas mãos da gravadora.
Na nota, a gravadora afirma que a preservação dos estúdios é uma prioridade, "Quando a Terra Firma adquiriu a EMI, em 2007, fez da preservação de Abbey Road uma prioridade. Ao longo dos anos, o estúdio vem perdendo dinheiro, fato que nos fez a desenvolver planos para revitalizá-lo, que envolvem injeção substancial de capital."

Durante a boataria sobre a venda dos estúdios, o ex-Beatle Paul McCartney sugeriu que a National Trust comprasse o lendário prédio, para que assim, se tornasse patrimônio nacional inglês.

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