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sábado, 5 de junho de 2010

Dolores é boa dica

Dolores O’Riordan se jogou na cena musical com unhas e dentes. Junto ao The Cranberries, escreveu sua história durante dez anos, mas foi apenas em 2007, com Are You Listening?, que a cantora e compositora irlandesa deu o pontapé inicial na carreira solo.

Agora, em meio a volta do The Cranberries - o grupo havia encerrado as atividades em 2003 -  Dolores deixa no mercado No Baggage (Music Brokers Records, R$25 em média) , segundo trabalho de inéditas da carreira que leva apenas seu nome.

Ao lado de Dan Brokdebeck, Dolores assina a produção do álbum, e traz um pop rock maduro nas onze canções que o compõem.

O produtor também participou das linhas de baixo de algumas das composições e assina as guitarras do álbum.

Switch of the Moment abre suavemente o disco, Dolores passeia por elementos com leves toques roqueiros na canção Skeleton, mesclados aos seus inconfundíveis arranjos vocais. A doce It´s You é destaque, assim como a deliciosa The Journey, canção que inclusive rendeu um clipe ao álbum.
No Baggage traz ainda uma nova versão - apesar de bela, dispensável -  para Apple of My Eye, música que consta no álbum anterior da cantora. Mas é com Throw Your Arms Around Me que Dolores sai um pouco do óbvio e traz novos elementos como batuques, flautas indianas e arranjos vocais masculinos para sua música.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pop rock maduro e cheio de surpresas

Mesmo com a infinidade de artistas que surgem o tempo todo, não é tão fácil encontrar trabalhos de destaque nas estantes de música.

Mas este não é o caso de Amy Macdonald, escocesa de rosto delicado e grandes olhos verdes.
Com apenas 22 anos, a cantora, violonista e compositora acaba de tirar do forno A Curious Thing (Universal Music, R$25, em média), seu segundo trabalho.

Amy lançou-se no mercado com This is Life, trabalho que rendeu bons frutos. Com o disco de estréia, Amy atingiu o topo das paradas britânicas.

A Curious Thing provavelmente tomará o mesmo rumo de seu antecessor. Amy assina todas as composições e traz um disco maduro, com letras interessantes.

O disco traz uma mescla de pop e rock, tem canções delicadas, todas aveludadas pela bela voz da cantora, que vez ou outra faz lembrar a cantora Dolores O´riordan, do The Cranberries.

Amy abre o disco com o rock Don´t tell me that it´s Over, canção lapidada com suaves arranjos de metais.
A alegre Spark, e a dançante No Roots dão continuidade ao álbum em bom clima.
My Only One é delicada, e recheada de belos arranjos.

A ótima produção fica por conta de Pete Wilkinson. O produtor também gravou piano, teclados e cuidou dos arranjos no álbum.

É fácil começar a cantar Love Love logo após escutar o primeiro refrão "Oh love love i´´ve known it from the start/Oh i wish that i could tell you/Oh i wish that i could say/That my heart is yours in every single way"
Nesta composição, Amy traz uma participação muito especial. Paul Weller, ex-The Jam assina o piano e o baixo.
O músico participa ainda como guitarrista da faixa This Pretty Face.

Amy guardou ainda uma deliciosa surpresa para o final. Sem estar creditado no disco, o clássico Dancing in the Dark, originalmente gravado por Bruce Springsteen ganha aqui sua versão voz e violão.
Basta esperar alguns instantes após o final da última canção.
É possível também ter acesso a conteúdo bônus ao colocar o cd no computador.

A Curious Thing não é datado, tampouco moderninho, é apenas boa música.

Assista aqui ao clipe da canção Don´t Tell Me That´s It´s Over

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