Mostrando postagens com marcador Peter Frampton. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Peter Frampton. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os imperdíveis de 2010

O ano de 2010 foi positivo no universo musical. Está claro que a vendagem de discos não é a mesma de outrora, mas ainda assim os artistas não desistem da labuta, vão ao estúdio e elaboram trabalhos excelentes. Isso sem contar os inúmeros registros em vídeo, nos relançamentos de álbuns clássicos, agora, com material inédito, e a força do ressurgimento dos discos de vinil. Aí vão alguns dos lançamentos imperdíveis realizados neste ano.

Paul McCartney - Good Evening New York City - CD+DVD (Universal Music, R$ 60 em média).
Paul McCartney é único e impagável. Talvez a melhor forma de conhecer seu trabalho, seja respirando seu show. A apresentação registrada aqui aconteceu no Citi Field Stadium, durante três noites de apresentação.

Paul já havia se apresentado lá, em 1965, quando o local se chamava Shea Stadium. Naquela ocasião, estava acompanhado de John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.
O pacote que chega com dois CDs e um DVD, além de um livreto ilustrado com belas fotos e informações da apresentação, tem setlist caprichado. Com mais de duas horas, o show traz belo apanhado da carreira de McCartney. 'Drive My Car', canção gravada originalmente pelos Beatles no álbum 'Rubber Soul', é responsável pela abertura do concerto. Paperback Writer fica cheia de vida com os coros femininos desta versão.
Além da fase de McCartney junto ao Wings - Jet e Band On The Run, por exemplo - o show é recheado também por composições como 'Eleanor Rigby', 'Back In The USSR', 'Let it Be', 'Helter Skelter' e 'Sgt.Pepper´s Lonely Hearts Club Band', do quarteto de Liverpool. Basicamente, as mesmas apresentações vistas aqui no Brasil. Prato cheio para quem as perdeu.


Peter Frampton - Thank You Mr.Churchill - CD (ST2 Records, R$ 22 em média).
O músico britânico resolveu dar o ar da graça após intervalo de quatro anos. O ex-guitarrista do grupo de rock setentista Humble Pie, hoje aos 60 anos, arregaçou as mangas e fez as cordas de sua guitarra Les Paul soltarem notas lindas para o álbum.
Frampton havia composto 50 canções, entre elas, escolheu cuidadosamente 11 para o menu de 'Thank You Mr.Churchill'. Autobiográfico e emocionante, o disco traz momentos de extrema delicadeza como em 'Suíte Liberte', com direito a um solo de guitarra de tirar o fôlego. Outro grande momento do disco fica por conta de 'Vaudeville Nanna And The Banjolele', composição que relembra o episódio em que ganhou um banjo de sua avó.
Frampton mostra também que ainda pode produzir canções de peso, como 'I'm a Due', por exemplo. É Frampton no melhor estilo, sem medo de ser feliz.

Robert Plant - Band of Joy CD (Universal Music, R$ 29 em média).
Plant dispensa qualquer apresentação e também não precisa provar nada mais. O vocalista que coloriu com sua voz as canções do Led Zeppelin, mergulhou no folk e no blues norte-americano. Dessa mistura, junto de toda sua bagagem, nasceu o álbum Band of Joy.
Sua voz não é mais tão poderosa, mas ainda assim, o maestro brilha na última empreitada. Band of Joy é temperado com arranjos de banjo, acordeom e bandolim, como em Cindy, I'll Marry You Someday, por exemplo.
E por fim, mas não esquecidos, discos como 'Clapton' (Warner, R$ 29,90 em média), 19º da carreira do músico britânico Eric Clapton também merecem ser citados. Blues é a prata da casa, mas desta vez, ele inovou, recheou as canções com vários toques de jazz.

Vale lembrar também as releituras da Motown feitas por Phil Collins em 'Going Back' (Warner Music, R$ 29 em média). Outro que não pode faltar na prateleira é Exile on Main St. (Universal Music, R$ 45 em média), dos Rolling Stones. O álbum ganhou neste ano edição especial que, além do original, agora todo remasterizado, contém também com um segundo disco com dez excelentes canções inéditas. Imperdível.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Frampton esbanja simpatia em São Paulo

Vinícius Castelli

São Paulo recebeu na útlima sexta-feira (17), a ilustre presença do cantor, guitarrista e compositor Peter Frampton, no palco da Via Funchal. A apresentação divulgou o excelente e recém-lançado disco Thank You Mr. Churchill.

O homem dos cabelos encaracolados e do rosto que ficou tão conhecido na capa do álbum Frampton Comes Alive, lançado em 1976, hoje carrega 60 anos nas costas, e alguns poucos cabelos brancos.
Só isso? Não, claro que não!

Mostra que o tempo só lhe fez bem. Dono se simpatia ímpar, o humilde músico fez da guitarra o que bem quis e deu aos fãs um belo show.

Acompanhado pelo baixista e velho amigo John Regan (ex-Ace Frehley), pelo tecladista, guitarrrista e vocalista Rob Arthur, pelo excelente guitarrista Adam Lester e pelo baterista Dan Wojciechowski, Frampton deu aos presentes não só um mergulho em seus hits mais roqueiros, mas surpreendeu também com delicadeza de mestre.

Com sorriso estampado no rosto, Frampton começou a apresentação com Four Day Creep, de sua antiga banda Humble Pie.
Empunhando sua guitarra Gibson Les Paul preta, o músico tirou do bolso It's A Plain Shame. E essa só serviu para esquentar o que estava por vir na sequência: O clássico Show Me The Way, cantada em uníssono, foi um mergulho no tempo.

Simpático, Frampton agradeceu pela noite, fez alguns improvisos, iníciou a belíssima Lines On My Face e a empolgação se fez presente. Durante o solo, o guitarrista fechou os olhos, pisou no pedal wah-wah e quase tirou fogo da guitarra.

Vale ressaltar também a ótima qualidade do som da casa. Era possível escutar a todos os instrumentos.

Para apresentar o novo álbum, o músico empunhando uma cópia em vinil e perguntou quem já tinha. Do álbum veio para os amplificadores a composição Restraint.

Esbanjando delicadeza durante os improvisos, o guitarrista tirou dos dedos notas belas e harmoniosas. Na nova Vaudeville Nanna and the Banjolele - canção que relembra o episódio em que ganhou um banjo de sua avó -, Frampton até arranhou umas notas do banjo antes de começá-la.

Com banda para lá de afiada, Frampton surpreendeu os desavisados trazendo uma versão instrumental para Black Hole Sun, originalmente gravada pelo Soundgarden. A canção até ganhou arranjos feitos pelo famoso Talk Box do músico - efeito ligado a um pedal que simula voz ao instrumento.

Como não bastasse, ainda havia espaço para mais. Cantada por todos, Baby I Love Your Way foi um dos grandes destaques da apresentação. Já Do You Feel Like We Do foi como um caldeirão de improvisos enquanto os atentos olhavam sem nem sequer piscar.

Os músicos se despediram, agradeceram e deixaram o palco satisfeitos. Mas para quem estava na platéia ainda faltava algo. Veio então seu petardo: Breaking all The Rules e seu riff poderoso.

Sim, agora já estava bom, mas Frampton foi generoso e fechou a noite com a pérola While My Guitar Gently Weeps, escrita e cantada por George Harrison para o disco White Album, dos Beatles.

Peter Frampton mostrou o que todos os que o acompanham já sabiam: Seu talento é indiscutível, assim como sua simpatia. E sem sombra de dúvidas, ele ainda é apaixonado pelo que faz. E muito.

Fotos: Ronaldo Chavenco

terça-feira, 20 de julho de 2010

Frampton limpo e cheio de energia

Seus tempos de música ao lado do guitarrista Steve Marriot no grupo de rock Humble Pie ficaram para a história. A triste e quase interminável fase com as drogas ficou para trás.

Hoje, aos 60 anos – mais de 40 dedicados à música – e com cabelos ralos, Peter Frampton, guitarrista, vocalista e compositor britânico que hoje vive nos Estados Unidos ressurge como uma fênix.

Com show agendado em São Paulo para o dia 17 de setembro (ingressos entre R$ 140 e R$ 300), na Via Funchal, Frampton resolveu tirar o pó de sua guitarra Les Paul ano 1961, e de tantos outros modelos que usa, e brindar os fãs com Thank You Mr.Churchill (ST2 Records, R$ 22 em média), seu novo álbum de estúdio e primeiro em três anos.

A edição brasileira do disco ainda traz dois bônus, I Understand e A Thousand Dreams.

Autobiográfico, o novo trabalho do guitarrista marca nova fase em sua vida. Sóbrio há sete anos, Frampton compôs 50 novas canções e, dentre elas, pinçou apenas 11 para integrar seu novo cardápio musical.

Gravado em seu estúdio caseiro na cidade de Cincinnati e produzido por Chris Kimsey, engenheiro de som com quem Framtpon não trabalhava há 30 anos, Thank You Mr.Churchill chega cheio de deliciosos temperos e transborda em emoções.

Frampton passeia por momentos de extrema delicadeza, produz climas tensos com a guitarra e recheia algumas das canções com solos de tirar o fôlego.

Pesada, a canção Road to the Sun marca o início da parceria de Frampton com seu filho Julian, 21 anos. Além de ter gravado o vocal – que quase se confunde ao do pai –, Julian também assina a canção ao lado de Frampton.

I’m a Due resgata a musicalidade de tempos em que nasceram clássicos absolutos como Breaking all the Rules e Show Me The Way, ambas responsáveis por projetar o nome do músico mundo afora.

Cheio de molho, o disco tem momentos em que a guitarra de Frampton grita sem o menor pudor, como em Asleep at the Whell ou Solution, por exemplo.

O britânico toca notas lindas, limpas e certeiras na belíssima canção Suíte Liberte, com direito a um emocionante solo de guitarra. Também produz brisas deliciosas em Vaudeville Nanna And The Banjolele, composição que relembra o episódio em que ganhou um banjo de sua avó.

Transcendental, a música de Frampton traz o músico renovado, são e salvo e cheio de vida.
Que venha o próximo disco!

Coluna publicada hoje no caderno de Cultura do jornal Diário do Grande ABC

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Peter Frampton finalmente retorna ao Brasil

"We are the young ones crying out/Full of anger full of doubt/And we're breaking all of the rules/Never choosing to be fools". Estes versos da canção Breaking all the Rules, tão cantados nas últimas décadas finalmente farão a alegria dos fãs brasileiros.

O lendário guitarrista britânico Peter Frampton volta ao Brasil para cinco apresentações em setembro. 
A turnê começará na capital do País no dia 9, no Centro de Convenções, segue para o Rio de Janeiro no dia 11, no HSBC Arena, dia 14 em Porto Alegre, no Pepsi On Stage.
A capital paulista recebe o músico no dia 17, na Via Funchal, e por fim, Belo Horizonte no dia 18, no Chevrolet Hall.

O músico chega ao País para matar a sede dos fãs e aproveita para divulgar Thank You Mr Churchill, seu novo disco de estúdio, lançado no começo do ano.
Os ingressos para a apresentação em São Paulo custam R$ 140 (pista), 200 (mezanino) e R$ 300 (pista premium e camarote), e já podem ser comprados na bilheteria do local. Para os outros shows, os valores ainda não foram divulgados.

Frampton lançou seu primeiro álbum solo ainda em 1972. O músico é responsável por composições clássicas como Show me the Way e Baby, I love your Way.

Com o lançamento do álbum Frampton Comes Alive, em 1976, o guitarrista atingiu números grandiosos em vendas, seu disco ficou por mais de 90 semanas nas paradas da Billboard.

Breaking all the Rules, canção homônima ao disco de maior sucesso de Frampton, virou hino entre os fãs do músico.

Antes do mergulho na carreira solo, Frampton havia participado ao lado de Steve Marriott, outra lenda dos anos 1970, do grupo Humble Pie.
Mais informações: www.viafunchal.com.br

Vagas de trabalhos na internet: Moda, tecnologia, meio ambiente e muito mais