terça-feira, 11 de maio de 2010

Bruce Kulick incendiário

Quando o guitarrista Bruce Kulick deu seus primeiros acordes, a década era a de 1970. Mas foi nos anos 1980, com o grupo Kiss, que o talentoso e tímido músico começou a ganhar o mundo.

Nova-iorquino e irmão do também guitarrista Bob Kulick, Bruce assinou ótimos álbuns junto ao grupo, e hoje vive momento consolidado em sua carreira solo.
BK3 soa grandioso, maduro, traz solos incendiários. Em sua melhor fase, Kulick reúne 11 canções cheias de boas ideias, e deixa claro que pode sim se sair muito bem por conta própria.
Em entrevista ao Pilha na Vitrola, Kulick conta sobre o processo de criação de BK3, novo álbum de estúdio e terceiro de sua carreira não tão solitária assim.

Para saber as novidades de Kulick e comprar seus álbuns acesse
http://www.kulick.net/
www.facebook.com/officialbrucekulick

Veja abaixo como foi o papo com o músico.

Pilha - Escutando todos seus álbuns solos, primeiro Audiodog, depois Transformer e agora BK3, é fácil perceber que mesmo com todos os anos de experiência, você ainda consegue melhorar e surpreender com suas composições. As músicas estão mais maduras, qual o segredo?

Kulick - Eu realmente quis fazer a melhor música possível, e minha referência foi o álbum Revenge, do Kiss. Meu produtor Jeremy Rubolino e eu realmente tivemos como objetivo, fazer a música mais forte que pudéssemos. Então, não há segredo, senão trabalhar realmente duro para fazer a melhor música possível. Eu me sinto muito bem sobre o que realizamos, e as críticas concordam.

Pilha - Você acha que é mais fácil trabalhar sozinho, lançando álbuns solo, onde você pode e ao mesmo tempo, tem que resolver tudo por si mesmo, e em que ponto você sente falta de fazer parte de uma banda?
Kulick - Eu sinto falta de estar em uma banda, mas certamente eu tive um parceiro no crime, o Jeremy, para o CD BK3. Discos solo te dá a oportunidade de ter a palavra final sobre as coisas, o que é difícil às vezes, mas gratificante quando os resultados são bons.

Pilha - Seu novo álbum soa muito bem, o som das guitarras são ótimos e os solos com wah-wah são incendiários. Como funciona para você encontrar o timbre certo para cada música?
Kulick - Eu tenho minhas ferramentas, como costumo dizer. Eu sei o que funciona para o som, e estou sempre pronto para tentar novas combinações de pedais e amplificador.
Mas eu sou abençoado com uma boa aparelhagem, e sei como usá-la.

Pilha -  Há algo no novo álbum que saiu de improviso durante as sessões de gravação e ficou gravado assim?
Kulick - O solo de I'm The Animal, cantada por Tobias Sammet, foi muito improvisado. Eu estava no estúdio na casa de Jeremy com uma reedição da guitarra Lês Paul 59 Sunburst e um Line 6 pod! E o solo foi tão natural, feito ali mesmo, nós acabamos deixando assim! É um grande som.

Pilha -  Eu acho que muitas pessoas ficaram surpresas com o resultado da voz de Nick Simmons (filho do baixista gene Simmons) na canção Hand of the King.
Kulick - Nick tem uma grande voz e fiquei honrado quando Gene sugeriu para que ele aparecesse no meu CD. Ele fez um ótimo trabalho.

Pilha - Qual foi o sentimento quando deixou o grupo Kiss para mergulhar na carreira solo e outros projetos, foi como sair da casa dos pais?
Kulick - Sim, foi muito difícil no começo. Uma das coisas boas em ser parte do KISS é que você sabe que Gene Simmons e Paul Stanley (fundadores e líderes do grupo norte-americano) tem uma direção clara para a banda, e você está junto para o passeio.
Caminhando por você mesmo, é como sair de casa pela primeira vez. Mas eu sabia como trabalhar duro e aplicar-me.

Pilha - Você busca novas bandas, ou você é um pesquisador de raridades? O que você está ouvindo?
Kulick - Eu gosto de MUSE, Wolfmother e o novo CD Slash, só para citar alguns.

Pilha - O que você acha que é mais gratificante, compor, criar, ou receber a arte?
Kulick - Bem, eu desfruto de ambos. Obviamente, a criação de algo que eu tenha orgulho é muito importante e gratificante.

Pilha - Falando sobre todos os discos que você fez com o Kiss, particularmente qual é o mais importante para você?
Kulick - Há muitos destaques em vários álbuns do KISS, mas REVENGE realmente se destaca como o mais importante. Grandes músicas, grandes atuações e produção.

Pilha – Qual sua inspiração para fazer música?
Kulick - Eu amo a sensação de criar algo do nada .... improvisando e criando e, em seguida, fazer com que essas emoções movam as pessoas é um dom raro. Eu sou abençoado para ser capaz de fazê-lo.

Um comentário:

  1. Legal o papo com o cara, hein? Mesmo ele sendo tão diplomático... :)

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